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Poucos jogadores problemáticos pedem ajuda, diz Davis Fong
Quarta, 17/10/2012

A “procura proactiva de ajuda” é o tema deste ano da Campanha Jogo Responsável. Estima-se que haja no território cerca de 26 mil jogadores problemáticos ou patológicos, mas os serviços que prestam apoio a estas pessoas apenas têm registo de menos de 500 casos por ano. Uma discrepância significativa que Governo e investigadores querem combater.

 

Segundo os últimos dados da Universidade de Macau, referentes a 2010, a taxa de prevalência de jogadores problemáticos é de 2,8 por cento – a mesma para jogadores patológicos. Mas, como explica Davis Fong à Rádio Macau, a maioria são casos escondidos: “Em cada ano, não chegam a 500 os casos de pessoas que pedem ajuda junto de quatro centros de tratamento.”

 

Por isso, explica o coordenador do Instituto de Investigação sobre o Jogo da Universidade de Macau, as atenções viram-se este ano para acções que incentivem as pessoas a procurarem ajuda. Um dos grupos de risco é o das donas de casa, com idades entre os 40 e os 50 anos. Segundo Davis Fong, trata-se de pessoas com “muito tempo livre”, que “jogam nas slot machines e algumas recolhem dinheiro entre elas para apostarem depois numa mesa de jogo”.

 

A pensar neste grupo de risco, a organização da Campanha Jogo Responsável 2012 vai transmitir um anúncio que conta com a presença de Wong Dak Ban, um conhecido actor de cinema que aceitou passar a mensagem, em Macau, sem receber nada por isso.

 

Segundo as pesquisas do Instituto de Investigação sobre o Jogo, a taxa de pessoas que jogam tem vindo a decrescer e os últimos dados apontam para uma taxa de participação no jogo que ronda os 56 por cento da população. Uma tendência que leva Davis Fong a esperar que, também num futuro próximo, a taxa de prevalência de jogadores problemáticos ou patológicos venha a descer. Até lá, avisa: as acções de sensibilização têm de continuar e com mais recursos.

 

Com o objectivo de sensibilizar a população para os problemas ligados ao jogo, arranca a 3 de Novembro mais uma edição anual da Campanha Jogo Responsável. Estão previstos concursos, exposições e palestras, entre outras acções de divulgação. A maior novidade este ano é o arranque de um projecto piloto de instalação de quiosques nas salas de jogo de alguns casinos do território (ver notícia aqui na nossa página da internet).

 

A Campanha Jogo Responsável é organizada, em conjunto, pla Direcção da Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), o Instituto de Acção Social (IAS) e o Instituto de Investigação sobre o Jogo, da Universidade de Macau.