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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Quarta-feira)
Quarta, 17/10/2012

O regresso ao trabalho na Assembleia Legislativa e o problema dos prédios em risco de derrocada são os temas do dia na imprensa local. Em Hong Kong, os jornais dão ênfase a diferentes assuntos, como a suspensão do plano de reestruturação do Governo e as “iminentes acusações” ao antigo secretário do Desenvolvimento.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio destaca as conclusões de uma investigação das Obras Públicas ao bloco 3, do Edifício Koi Fu, que fica na Travessa da Corda. O Governo verificou que o prédio está também “em perigo de ruir”, já que a “inclinação tem vindo a agravar-se, de forma constante”. Sobre o Sin Fong Garden, o edifício evacuado na semana passada, o jornal sublinha que o Chefe do Executivo encontrou-se com quatro representantes dos moradores, que comunicaram que as pessoas desalojadas esperam “uma reconstrução do edifício Sin Fong Garden no actual terreno”.

 

O mesmo tema está também em destaque no Ou Mun. O matutino refere que a Universidade de Macau “está a prestar apoio aos alunos e docentes”, afectados pela evacuação do Sin Fong Garden, disponibilizando, por exemplo, lugares nos dormitórios. O diário realça ainda que a comissão de vistoria ao prédio já concluiu a inspecção a 70 apartamentos. Na primeira, o jornal sublinha que o caso foi também debatido na Assembleia Legislativa, com deputados como Kuan Tsui Hang, Chan Meng Kam e Mak Choi Kun a sugerirem vistorias aos prédios que garantam a segurança dos moradores. Os deputados querem ainda que sejam reservados apartamentos para o alojamento provisório de residentes em caso de acidentes súbitos.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi diz, nesta manhã informativa, que se registou um ligeiro aumento nas receitas do Jogo face ao 3º trimestre - a diferença foi de 0,22 por cento.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

“Aprovações adiadas”, escreve em manchete o Hoje Macau. O “primeiro dia do novo legislativo nada decidiu”. De volta ao trabalho, era suposto os deputados votarem as propostas de lei da Salvaguarda do Património Cultural e da Actividade Imobiliária, tendo este último diploma sido discutido durante horas, sem que se chegasse a qualquer conclusão. Alguns deputados sugeriram mesmo alterações ao texto da lei, o que deixou o presidente do hemiciclo “de cabelos em pé”, sublinha o jornal.

 

O Jornal Tribuna de Macau fala em “política mais restritiva para não residentes”. O jornal ouviu um jurista e uma dirigente associativa que criticam a alterações à lei. No entanto, a manchete do JTM é feita com outro tema, com os resultados da Air Macau. A companhia de bandeira da RAEM lucrou 20 milhões por mês no primeiro semestre. Os resultados líquidos da companhia aérea cresceram 11 por cento. Numa das chamadas da edição de hoje, o matutino escreve ainda que o economista Albano Martins alerta para “risco de crash no imobiliário”.

 

O primeiro dia da Assembleia Legislativa depois das férias está também na primeira do Ponto Final. Lê-se, no destaque fotográfico, “medo dos estrangeiros” - a assembleia começou ontem a voltar na nova lei de Mediação Imobiliária “debaixo de protestos contra a abertura do mercado a estrangeiros”. Os não residentes estão também em destaque noutra das notícias, com o título “10 dias para procurar trabalho”. Os trabalhadores não residentes com contrato terminado vão deixar de ser forçados a deixar o território por seis meses, excepto se forem despedidos por justa causa.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Business Daily escreve “aquele sentimento de afogamento - a pataca enfrenta anos de dor”. O jornal diz que os visitantes e investidores da China “viram aumentar o poder de compra em Macau” com a valorização do yuan face à pataca. Dados da Autoridade Monetária revelam uma valorização do yuan de 8,4 por cento, desde Junho de 2010. Ao Business, o economista Albano Martins afirma que os números demonstram que as pessoas de Macau “estão a comprar inflação importada”. Outro título de primeira página refere que o “Governo pondera aumentar a oferta de terrenos”. A medida “visa alargar a construção de habitação privada”, num contexto de combate à especulação imobiliária.

 

Na manchete do Macau Daily Times lê-se: “Assembleia Legislativa regressa ao trabalho, com deputados a pedirem ao Governo para reescrever a Lei da Actividade de Mediação Imobiliária”. A lei “vai sofrer um novo atraso”, sublinha o diário, com os deputados a criticarem o Executivo por causa de “ambiguidades em determinadas cláusulas”. Esta proposta de lei esteve mais do que um ano em análise e discussão em sede de comissão. Noutro destaque, o matutino escreve que “fabricante de iphone denuncia estagiários menores de idade”. Os estagiários, com idades abaixo dos 16 anos, terão sido encontrados, durante uma investigação, a uma das fábricas da Foxconn na China.

 

O Macau Post destaca também o debate na Assembleia Legislativa. O jornal foca a decisão do Governo de “autorizar não residentes a tirarem o exame para agentes imobiliários”. O secretário para os Transportes e Obras Públicas reafirmou, ontem, a resolução perante os deputados, sublinhando, contudo, que os trabalhadores não residentes só vão poder exercer a profissão quando conseguirem obter o blue card.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post diz, na notícia principal, que “Leung vai descartar reformulação e define novas prioridades”. O plano de reestruturação do Governo vai ficar em suspenso para se abrir caminho a acções nas áreas da habitação e de combate à pobreza. Noutro título, o matutino refere ainda que os “pan-democratas perdem batalha pelo poder nas comissões”. Os deputados pró-Pequim asseguraram 16 das 20 presidências das comissões e subcomissões do Conselho Legislativo.

 

O título principal do Standard indica que “estão iminentes as acusações a Mak”. O antigo secretário do Desenvolvimento do Governo de Hong Kong, Mak Chai-kwong, foi detido em Julho. O comissariado contra a Corrupção levantou suspeitas de abuso na atribuição de um subsídio de residência. Segundo o jornal, as acusações devem ser imputadas já amanhã.

 

O China Daily coloca em grande destaque na primeira, uma fotografia de cambojanos de luto, a colocarem flores no chão e a rezarem em frente do Palácio Real, na capital Phnom Penh. O anterior rei do país, Norodom Sihanouk, morreu na segunda-feira em Pequim, de ataque cardíaco. Na manchete lê-se: “tensão perdura enquanto emissário chega a Pequim”. O diplomata norte-americano, William Burns, já chegou à capital chinesa, numa altura - sublinha o jornal - em que Tóquio lançou “uma propaganda mundial para apoiar as suas reivindicações” sobre as ilhas Diaoyu, “que pertencem à China”.