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Albano Martins: Medidas do Governo são “paliativos”
Terça, 16/10/2012

O economista Albano Martins estranha que o Governo não saiba quantificar o impacto das medidas anunciadas na semana passada para combater a especulação imobiliária. Para o economista, o cerne da questão não está nos plafonds de crédito, mas sim no peg, a indexação da pataca ao dólar de Hong Kong e, por essa via, ao dólar norte-americano.

 

"O nosso grande problema é o peg”, disse Albano Martins à Rádio Macau, para quem as restantes medidas não passam de “paliativos”. “Não vamos resolver um problema destes quando as taxas de juro estão baixíssimas. As pessoas vão querer sempre aplicar num activo real, que lhes dá, de facto, rendimento, porque o rendimento no banco é negativo."

 

Albano Martins nota que o Governo pretende penalizar os investidores não residentes no acesso ao crédito, mas destaca que estes compradores são responsáveis por apenas 10 por cento da aquisição de habitação em Macau.

 

O economista defende que o Executivo deve actuar no sentido de tornar mais difícil a concessão de crédito para a aquisição da segunda habitação, o que não sucede até agora. Deixa ainda uma crítica ao Governo, que classifica como sendo “o primeiro especulador”.

 

"O Governo é o primeiro especulador no meio disto tudo. Quando lançou as casas económicas e os preços foram fixados, foi sempre dito que eram preços de acordo com o mercado. Ora, como o mercado é inflacionado e é especulativo, o que o Governo fez foi ser um 'player' igual aos outros", aponta, acrescentando que “a habitação económica a preços de mercado é um absurdo”.