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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Terça-feira)
Terça, 16/10/2012

A imprensa local divide atenções entre as críticas às novas medidas de combate à especulação imobiliária e o lançamento do livro inédito de Senna Fernandes, intitulado “Os Dores”. Em Hong Kong, um estudo sobre os planos obrigatórios de investimento para o Fundo de Previdência Central está a fazer correr tinta.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Ou Mun destaca as preocupações do sector imobiliário face às novas medidas do Governo para travar a especulação imobiliária. A indústria sugere isenções, com os promotores a queixarem-se da  taxa adicional de 10 por cento no imposto do selo, que “aumentará os custos de reconstrução, influenciando a compra de prédios antigos”. O diário dá ainda conta de que vai ser publicado, nesta quinta-feira, o relatório preliminar de uma investigação ao Sin Fong Garden, o prédio que foi evacuado por estar em risco de ruir.

 

O Va Kio destaca as declarações do chefe do gabinete do secretário para os Transportes e Obras Públicas. Wong Chan Tong reitera que as habitações públicas são de facto políticas de “terrenos de Macau para as gentes de Macau”. O matutino refere também que os promotores não querem pagar a taxa adicional de 10 por cento de imposto do selo. O jornal sublinha ainda a possibilidade de serem criados dois novos subsídios, no próximo ano, para a indústria das convenções e exposições.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi diz, nesta manhã informativa, que há dois novos casos confirmados de febre de dengue, subindo para 22 o número total de pessoas infectadas em Macau.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Ponto Final diz na manchete “construir a inflação”, a propósito das críticas dos construtores e empresários do sector imobiliário ao pacote contra a especulação lançado pelo Executivo. Os impostos adicionais e a sobretaxa para estrangeiros, avisam, terão “consequências inflacionistas” nos preços da habitação. Pedem isenção, pelo menos, na compra de prédios em bairros antigos. Na fotografia está o novo secretário executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, Murade Murargy, que insiste na adesão de Macau.

 

No Hoje Macau lê-se, em letras grandes, “aprovação a quanto obrigas” – o “novo ano legislativo abre com votação sobre Imobiliário e Salvaguarda do Património”. Os deputados votam também na especialidade a proposta de lei de Mediação Imobiliária. As centrais são dedicadas ao “homem que passou a velocidade do som” – Felix Baumgartner está ainda em destaque na primeira página do diário. Além disso, o Hoje faz uma chamada com o lançamento de livro inédito de Senna Fernandes “Os Dores”.

 

O Jornal Tribuna de Macau escreve, a vermelho, “associações de educação criam ‘código de ética’ para professores”. A lista de princípios “deve ser publicada no prazo de um mês” e 11 artigos “já foram aprovados”. A fotografia mostra a cerimónia de lançamento do novo livro de Henrique de Senna Fernandes, com o título: “a alma de Macau é-nos revelada outra vez”. O Instituto Cultural vai editar a obra completa do escritor macaense. Numa chamada, o matutino diz ainda que “Kaifong” criticam medidas anti-especulação, por serem “pouco eficazes”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Macau Daily Times destaca a possibilidade de um “apoio financeiro adicional à indústria das convenções e exposições”. Os dois novos subsídios têm por objectivo apoiar os empresários, sobretudo, nas despesas com as traduções e nos custos logísticos. No título do destaque fotográfico lê-se: “China: a verdade por detrás das manchetes” - é uma reportagem especial do Macau Daily Times para ler na edição de hoje. Na capa ainda Miguel Senna Fernandes, a propósito do lançamento, ontem, de um novo livro do pai, o escritor Henrique de Senna Fernandes.

 

O Business Daily escreve na manchete que “grupos interessados queixam-se das  medidas para arrefecimento do mercado imobiliário”. O Governo recebe críticas de todos os quadrantes. De um lado, estão os promotores que pedem isenções ou mesmo alterações nas medidas para as transacções de imóveis, como uma isenção do selo especial em obras de renovação de prédios antigos. Do outro, as associações dos moradores que consideram que as medidas também não vão ajudar os residentes a comprarem habitação própria. Noutro destaque, o jornal escreve “Causa Nobel” - a editora do chinês Mo Yan, escritor que venceu o Nobel deste ano, espera uma listagem na bolsa já em 2015. As vendas dos romances de Mo Yan, na Ásia, cresceram a pique.

 

O Macau Post alerta, na notícia principal, para um novo caso de um edifício perigoso, com o título: “residentes pedem ao Governo que resolva o problema do prédio inclinado”. Os moradores do edifício Koi Fu, na Travessa da Corda, também “estão preocupados com a segurança” do prédio, que terá sido afectado pela demolição de um outro, ao lado, no ano passado.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post faz hoje manchete com os investimentos. Os “planos obrigatórios para o Fundo de Previdência  têm ficado no vermelho”, com perdas até 14 por cento para os contribuintes. Um estudo do Conselho de Consumidores revela que quase metade dos fundos estudados geraram perdas nos últimos cinco anos, sendo a culpa atribuída à crise financeira global. O jornal publica uma fotografia da antiga rainha do Camboja a lamentar a morte do marido, com o título: “realeza de luto”. O antigo rei cambojano Norodom Sihanouk morreu ontem em Pequim, vítima de ataque cardíaco, com 89 anos.

 

O título principal do Standard também refere os investimentos do Fundo de Previdência. O jornal escreve “perdedores ganham aos ganhadores do Fundo de Previdência”.

 

A manchete do China Daily é “inflação em baixa oferece oportunidades de estímulos”. Os economistas dizem que as actuais condições “são propícias” a medidas de crescimento. O Índice de Preços no Consumidor da China, um dos principais indicadores da inflação, abrandou para 1,9 por cento em Setembro. O matutino dá ainda espaço a uma fotografia do primeiro-ministro cambojano, Hun Sen, a dar os pêsames ao rei do país Norodom Sihamoni, pela morte do pai, Norodom Sihanouk.