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Representantes do sector imobiliário contra taxa adicional
Segunda, 15/10/2012

A nova taxa adicional de 10 por cento de imposto do selo destinada às pessoas colectivas e aos não residentes foi uma das questões que mais preocupação levantou junto de representantes da área do imobiliário, na sessão de apresentação das novas medidas para o sector.

 

Numa altura em que a lei do reordenamento dos bairros antigos continua por aprovar, alguns representantes do sector argumentaram que a nova taxa adicional se vai traduzir num aumento dos custos de aquisição de prédios nessas zonas e pediram que se estudasse a hipótese de isenções. Leong Ken Seng, um dos participantes na sessão, explicou que são várias as fracções a adquirir e vendê-las depois vai acabar por sair mais caro e mais difícil.

 

Numa perspectiva diferente, Lam U Tou defendeu que a taxa adicional não devia aplicar-se só durante dois anos. O representante dos Operários elogiou as medidas agora propostas, mas considerou que não chegam para dar resposta ao problema da habitação: "Estas oito medidas não chegam para o objectivo. É preciso um esforço maior."

 

Lam U Tou lembra que se demorou muito tempo a pensar nas medidas e os preços continuaram a aumentar. O dirigente dos Operários mostrou-se, por isso, preocupado com as restrições no acesso aos empréstimos bancários e, sobretudo, com o futuro das novas gerações. "Um jovem: quando é que pode comprar casa? Não há uma orientação", lamentou. Uma opinião partilhada por outros representantes do sector, que entendem que as condições ao empréstimo para quem compra a primeira casa não devem ser tão restritivas.

 

Nesta sessão houve ainda queixas quanto à lentidão da apreciação dos processos e houve também quem quisesse saber se as novas medidas se aplicam também à aquisição de terrenos - o Governo esclareceu que não.

 

O chefe do gabinete do secretário para os Transportes e Obras Públicas registou todos os apelos, mas não fez promessas. Wong Chan Tong mostrou-se apenas aberto ao diálogo. “Vamos continuar a lançar outras medidas para controlar o mercado imobiliário. [...] O Governo tem tudo à consideração", afirmou Wong, durante a apresentação do que ficou conhecido como “as oito medidas de Lau”.