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Dóci Papiaçam sem espaço para ensaiar
Sábado, 13/10/2012

A presença dos Dóci Papiaçam de Macau no próximo Festival de Artes está em risco, alerta Miguel Senna Fernandes, responsável pelo grupo de teatro. Os actores não têm espaço para ensaiar a peça que apresentam no evento anual.

 

Senna Fernandes está a tentar chegar à fala com o Instituto Cultural já desde Julho mas a chamada não é passada ao presidente, Guilherme Ung Vai Meng. “Não temos sede e estamos absolutamente à rasca, precisamente porque não temos a logística para preparar o espectáculo”, diz o também presidente da Associação dos Macaenses, que explica que perderam o espaço onde costumavam ensaiar. “Vamos estar mesmo absolutamente à mercê de tudo. Vai ser um bocado complicado. Se não temos condições, vamos ensair na rua? É impossível.”

 

Quanto à sede, Miguel Senna Fernandes refere que os Dóci Papiaçam precisam de um espaço maior do que um apartamento – uma fracção deste género não serve para quem faz teatro. O D. Pedro V seria uma boa solução. “Claro que é uma boa opção. Para já há um palco – e a presença de um actor num palco é uma coisa fundamental. Nunca tivemos isto.”

 

Senna Fernandes acrescenta que gostava de ter disponível todo o espaço do D. Pedro V, incluindo a área ocupada pelo Clube de Macau. A Associação dos Macaenses está interessada em fazer uma parceria com o Clube para utilizar instalações numa zona nobre da cidade que passam grande parte do ano de portas fechadas.

 

No programa Rádio Macau Entrevista, que pode ouvir aqui neste site, Miguel Senna Fernandes diz também que a candidatura do patuá – como língua – está em banho maria, defendendo que “falta uma estratégia” e falta também um manual para que o idioma possa ser ensinado.

 

“Não se apreende nenhuma língua sem a existência de um manual de referência. Por mais que as pessoas queiram aprender uma língua, sem um manual escrito, virado para o lado prático, de maneira que se perspective ao futuro utilizador a utilidade da língua, é impossível”, assinala.