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Governo não quer avançar com limites ao aumento das rendas
Sexta, 12/10/2012

O Governo não vai avançar com um controlo dos aumentos das rendas. Em resposta às perguntas dos jornalistas, e embora admita que a questão pode voltar a ser estudada, o Executivo considera que, neste momento, Macau, não tem condições para avançar com uma medida destas.

 

O aumento constante do valor das rendas das casas tem sido uma das principais queixas dos residentes, mas Wong Chan Tong, chefe do gabinete do secretário para as Obras Públicas e Transportes, revela que, depois de analisados vários relatórios, não está, para já, nos planos do Governo impor limites a estas subidas, já que Macau é “uma cidade aberta”.

 

Wong Chan Tong admite que a questão pode voltar a ser analisada, mas lembra que Hong Kong tentou controlar o arrendamento no passado mas a estratégia acabou por não se revelar viável. “Na verdade, o mercado de arrendamento muda todos os dias. E penso que, em termos económicos, é bastante difícil definir o controlo”, acrescentou.

 

O chefe do gabinete de Lau Si Io avisa que um controlo no mercado de arrendamento pode também ser arriscado, já que “definir uma medida dessas pode ter efeitos prejudiciais e muito piores do que a ajuda” que se pretende dar.

 

Apesar de afastar a hipótese de avançar com limites ao aumento das rendas no mercado imobiliário, o Executivo lembra que já prorrogou o subsídio de apoio ao arrendamento para as famílias que estão à espera de uma habitação social.

 

De acordo com os Censos 2011, 18 por cento dos residentes de Macau arrendam casas. Desde Setembro de 2006, e segundo informações avançadas hoje pelo Governo, em conferência de imprensa, o aumento acumulado das rendas varia entre 39,2 por cento e 77 por cento, consoante a área útil das casas.