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Larry So: Governo deve distribuir mais cheques este ano
Quarta, 10/10/2012

Larry So prevê uma segunda ronda de cheques ainda este ano. Em declarações à Rádio Macau, o académico fala também dos ajustamentos salariais para a função pública e ainda dos rumores sobre uma remodelação do Governo até Dezembro.

 

O analista político diz que o Executivo deve ceder às pressões das associações tradicionais, como a União Geral das Associações dos Operários e a União Geral dos Moradores, que pediram um aumento do valor do plano de comparticipação pecuniária. “De forma a beneficiar estas associações e também porque o próximo ano é de eleições, o Governo deve aumentar o chamado bónus (...) ainda em 2012”.

 

Larry So é um acérrimo opositor à política do plano de comparticipação pecuniária. O académico defende a injecção do dinheiro disponibilizado para este plano no sistema, por exemplo no Fundo de Segurança Social, para que assim chegue aos residentes com reais necessidades.

 

Em meados deste ano, o Executivo já entregou cheques a toda a população. Os residentes permanentes receberam 7 mil patacas e os não permanentes 4200.

 

A possibilidade de uma nova ronda de cheques acaba por afastar ainda mais  a probabilidade de ser anunciado ainda em 2012 um segundo aumento para a função pública. Para Larry So, os ajustamentos só devem ser uma realidade no próximo ano. “Não estamos a falar de um aumento, mas sim de ajustamentos em determinados pontos, com o objectivo de contribuírem para o tão falado desenvolvimento social. Vamos assistir a ajustamentos mas só em 2013, não penso que sejam anunciados até ao final do ano”.

 

Esta ideia é avançada também pelo jornal Ou Mun. Na edição de hoje, o diário indica que os ajustamentos salariais não devem constar no relatório das Linhas de Acção Governativa, a serem anunciadas no próximo mês.

 

Apesar destas medidas populares, certo é, que se continua a falar do afastamento de alguns secretários. “A comunidade está a fazer este tipo de especulações, que são adversas à implementação de medidas. O Governo tem mesmo de dizer se isto é ou não um facto, se a questão está ou não a ser discutida. Se fizer uma declaração pública vai parecer que há uma conspiração”, aponta Larry So.

 

O analista político não arrisca dizer quem pode deixar o elenco governativo, explicando que “há problemas em todas as tutelas”. No entanto, destaca a habitação e os transportes assim como a lentidão no processo de reforma jurídica como as questões que mais desagradam a população.