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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Segunda-feira)
Segunda, 08/10/2012

A imprensa local destaca os problemas mentais, que afectam cada vez mais residentes, e ainda os preços dos bens alimentares e de consumo que não param de subir. Em Hong Kong, os diários acompanham também alguns casos relacionados com saúde pública.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

O Va Kio destaca a redução do consumo durante a Semana Dourada. Os visitantes da China queixam-se dos preços cada vez mais elevados dos bens de consumo de Macau e pedem um maior empenho dos serviços competentes. O diário avança ainda que no próximo ano deve ficar concluída a instalação de elevadores na passagem superior para peões da Rua do Campo. As autoridades exigiram ao empreiteiro ajustamentos ao projecto, com a introdução de um método de perfuração por carotagem, que causa menores tremores e ruído.

 

O Ou Mun também fala de obras, na primeira página, mas por causa do perímetro do Grande Prémio. Algumas alterações para a melhoria do circuito estão a agravar a situação do trânsito, sublinha o matutino. Espaço na primeira ainda para as obras de ampliação do Museu Marítimo. O director do museu, Wu Chu Pang, afirma ser necessário aproveitar o espaço nas traseiras, concedido pelo antigo Governo, para se optimizar “a vantagem cultural” da zona da Barra.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi diz, nesta manhã informativa, que Ng Kuok Cheong interpela o Governo sobre os preços da carne vendida em Macau. O deputado sugere a publicação dos preços, do comércio por grosso e a retalho destes produtos, praticados em todos os mercados locais. Ng Kuok Cheong quer também uma comparação com os valores da venda de carne em Hong Kong e em Zhuhai.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

Na manchete do Macau Daily Times lê-se “aumento sem precedentes na procura pelos serviços de doenças mentais”. O jornal sublinha que o crescimento significativo do número de residentes com problemas mentais está relacionado com o boom económico, que trouxe mudanças sociais e pressões psicológicas. Em destaque fotográfico, o matutino dá ainda conta de que os preços das propostas, apresentadas para o concurso público para a construção dos aterros da zona A, variam entre os mil e 87 milhões e os 3 mil e 38 milhões de patacas.

 

Já o Business Daily escreve na notícia principal que “a forte procura por alimentos e habitação vai manter a inflação em alta”. Analistas prevêem que, para todo o ano de 2012, a taxa de inflação vai ultrapassar os 5,81 por cento apurados em 2011, mas apresentam diferentes opiniões sobre o que deve o Governo fazer para combater este aumento. Dominic Sio, em entrevista ao económico, também sublinha serem necessárias soluções para a habitação. Mas não só, o deputado também apontam ainda como “urgentes” medidas para as propriedades e ainda para os transportes.

 

A manchete do Macau Post diz que “a Universidade Cidade de Macau apela ao Governo para conceder, o mais rápido possível, um terreno para o campus”. O pedido surge depois do Executivo ter rejeitado a solicitação de um terreno em Coloane, justificando a decisão com a necessidade de se proteger o património cultural.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

A manchete do Ponto Final é “à beira de um ataque de nervos”. Há pelo menos dez mil pessoas com doenças mentais em Macau. O aviso é do coordenador do Serviço de Psiquiatria do São Januário, Ho Chi Veng. As psicoses e neuroses aumentam, ultrapassando as depressões. Na fotografia aparece Jorge Bacelar Gouveia. O constitucionalista elogia a forma como um direito de matriz lusófona vai ganhando o seu espaço no sistema pluriconstitucional chinês.

 

O Hoje Macau escreve, em letras grandes, “de cabeça à roda”, também em referência aos problemas de saúde mental. Macau teve um aumento de mil casos de doentes do foro psiquiátrico no último ano. Paul Pun, da Cáritas, assume que as ONG´s “não têm capacidade para ombrear com os Serviços de Saúde”, muito por culpa dos ordenados que o Governo pratica. Numa das chamadas de primeira página lê-se ainda que “cuidar do ambiente é premissa” nos novos aterros.

 

O Jornal Tribuna de Macau diz que “diversificação e mais investimento dependem de três leis essenciais”. O deputado Tommy Lau pede celeridade nos diplomas sobre terras, património e planeamento urbano. O título fotográfico diz “perigo de dengue no centro da cidade”. Ainda em coluna, o diário refere que políticas de juventude originam protesto. Membros da União de Acção de Três Décadas de Macau expressaram o descontentamento com o diploma do Governo, acusando-o de ser “muito geral” e “nada concreto”.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post publica uma fotografia de mais uma cerimónia taoista pelas vítimas do acidente marítimo da semana passada, que assinalou o sétimo dia do desastre que provocou 38 mortos. Na manchete, o jornal diz que “criança com vírus semelhante ao SARS está em isolamento”. O menino de quatro anos, que chegou da Arábia Saudita de visita a Hong Kong, na quarta-feira, encontra-se agora em tratamento no Hospital Queen Mary. Os médicos aguardam ainda os resultados dos exames mas suspeitam de um novo tipo de corona vírus - uma família de vírus que inclui o da gripe comum e também o da pneumonia atípica. Este novo tipo de vírus já provocou a morte de um homem da Arábia Saudita e, no mês passado, deixou em estado grave um cidadão do Qatar.

 

O China Daily coloca em destaque a fotografia de Victoria Azarenka a erguer o troféu do Open da China, após uma partida em que bateu, sem problemas, a rival Maria Sharapova. Num dos principais títulos, o diário diz ainda que aumentam os tratamentos grátis para estrangeiros com sida. Tem crescido o número de pacientes infectados com o VHI que recebem tratamentos gratuitos nos hospitais públicos da China. No entanto, especialistas pedem regulamentos “melhores e mais claros”. Em Agosto, a China reportou 8.366 casos de pacientes seropositivos ou com sida.

 

O título do Standard é “busca infrutífera” - morangos baratos da China desaparecem dos mercados de Hong Kong depois de 11 mil estudantes alemães terem ficado doentes. Um vírus no estômago afectou alunos de mais de 500 escolas e centros de dia no leste da Alemanha.