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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Sexta-feira)
Sexta, 05/10/2012

A imprensa local destaca a confirmação de mais três casos de febre de dengue. Em Hong Kong, os matutinos continuam a acompanhar o luto da cidade pelas vítimas mortais do acidente marítimo, da noite de segunda-feira.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio dá conta da confirmação de mais três casos de febre dengue. No total já foram infectadas 14 pessoas, o que demonstra, sublinha o diário, que “a epidemia está a espalhar-se gradualmente”. O jornal foca ainda as estatísticas dos Serviços de Estatística e Censos, que indicam a existência de 1.714 estabelecimentos de comidas e bebidas nos mercados municipais, mais 66 do que em 2010.

 

O Ou Mun também destaca os novos casos de febre de dengue. Além disso, o matutino diz ainda que a Rotunda do Istmo foi transformada num “estaleiro de grande dimensão”, que tem provocado engarrafamentos. As obras de construção da via subterrânea vão demorar mais seis meses por causa da qualidade do solo. O jornal escreve ainda que, com o novo aumento, de duas patacas por cada 500 gramas, a carne de vaca em Macau já é vendida a preços mais elevados do que em Hong Kong.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi diz, nesta manhã informativa, que o Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas já recebeu oito propostas a propósito da construção dos novos aterros urbanos. Este concurso é, especificamente, para a empreitada de execução do aterro e construção do dique da zona A, a leste da península, perto da Ponte da Amizade.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

No título principal do Macau Daily Times lê-se que o “Governo precisa de um organismo independente para decidir sobre o planeamento urbanístico”. É uma ideia defendida por especialistas que, ao Daily Times, dizem faltar muitas vezes uma decisão final na área. Para o arquitecto Carlos Marreiros e para o engenheiro Wu Chou Kit, um organismo independente permitiria centralizar as decisões sobre os trabalhos que envolvem vários departamentos governamentais. Na primeira referência ainda a um texto de Ivo Carneiro de Sousa, publicado no suplemento extra do jornal, sobre diversificação económica, com foco nos casinos e no património.

 

O Business Daily diz, na manchete, que “acções do jogo escorregam com receitas de Setembro”. O crescimento no mês passado ficou aquém das previsões dos analistas, numa diferença de cerca de 5 por cento. Este resultado fez ontem baixar as acções na bolsa de Hong Kong. Noutro destaque, o económico dá conta que está a ser estudada a possibilidade de se colocarem caixas negras nos táxis, para protecção dos passageiros, através da gravação das conversas com os taxistas.

 

O Macau Post faz mesmo manchete com este tema. O jornal escreve que o “Governo estuda sistema de monitorização contra taxistas desonestos”. O matutino também dá espaço na primeira à detenção de um homem da China que exigiu uma recompensa de 2 mil patacas para devolver uma carteira que encontrou no autocarro.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Jornal Tribuna de Macau escreve, em manchete, que Instituto de Acção Social “faz curso intensivo em Lisboa para melhorar respostas sociais”. O programa de duas semanas envolve Direito e políticas para as famílias. Em destaque está ainda a fotografia de Kwan Tsui Hang, que se opõe a vistos multi-entradas. A deputada, pelos operários, diz que o “Governo não pode ignorar a qualidade de vida dos residentes”. Uma chamada de capa destaca Lao Pun Lap, que defende “mais medidas para atenuar o impacto da inflação”.

 

O título principal do Ponto Final é “uma coisa não joga com a outra” – uma afirmação do presidente da Fundação Oriente. A declaração de Carlos Monjardino é feita por não se saber ainda se o novo director do IPOR, João Laurentino Neves, vai acumular o cargo de conselheiro cultural. Outro título é feito com a frase da directora de um centro de acolhimento de vítimas: “assim não vale a pena fazer uma lei”, a propósito de o Governo ter recuado na intenção de assumir a violência doméstica como um crime público.

 

A manchete do Hoje Macau diz “vai de metro, Satanás”. Depois de manifestantes, durante o Dia Nacional da China, terem pedido a rescisão do contrato com a Mitsubishi, é a vez de Pereira Coutinho “se juntar ao coro”. O deputado afirma que “adjudicar biliões” a uma empresa japonesa “atenta contra a história da China”. Mas o Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes confirma que o contrato é para cumprir. O destaque fotográfico vai para os “novos líderes” – os “senhores que se seguem” na liderança da China.

 

O Clarim preenche grande parte da primeira página com a imagem de um palhaço triste, com o título “Macau drama”. Na notícia “cinco vidas, cinco dramas” o jornal descreve a “solidão, doença, pobreza, precariedade e vício” de residentes que vivem na zona norte. Numa chamada de capa lê-se ainda “universidades: RAEM fora da elite mundial”. As instituições de ensino superior do território não fazem parte do ranking das melhores universidades do mundo em 2012.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post continua de “luto” pelas vidas que se perderam na colisão entre um barco e um ferry, na segunda-feira. Na parte superior da primeira página, o diário publica uma série de fotografias a negro, tiradas durante os três minutos de silêncio pelas 38 vítimas do acidente. O título diz: “cidade em lágrimas”.

 

O mesmo título é escolhido pelo Standard. Também neste diário são publicadas fotografias das diferentes cerimónias de três minutos de silêncio pelas vítimas do acidente ao Largo da ilha Lamma. Uma imagem mostra ainda a consternação do Chefe do Executivo, C.Y Leung, fotografado junto da número dois do Governo, Carrie Lam.

 

O China Daily coloca em grande plano, uma reportagem da Xinhua, sobre televisão na China. A manchete diz: “na era de ouro da televisão - o entretenimento”. A reportagem sublinha que os “produtores percorreram um longo caminho para fazer ‘reality shows’ para o horário nobre”. O texto refere que os últimos três anos têm sido a era de ouro televisiva chinesa e que os programas de entretenimento multiplicam-se e ganham cada vez mais espaço no ‘primetime’ das principais transmissoras chinesas.