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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Quinta-feira)
Quinta, 04/10/2012

Os jornais de Macau fazem hoje destaques diferentes. Nos diários chineses estão em foco a recusa de apartamentos de habitação pública e o aumento do preço da carne de vaca. Já os portugueses falam do investimento estrangeiro no território, da política linguística e da compensação de feriados. Em Hong Kong, os matutinos continuam a acompanhar o acidente marítimo que fez 38 vítimas mortais.    

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio coloca em grande plano a subida do preço da carne de vaca, que está agora mais cara 200 patacas na venda por grosso. A União Geral das Associações dos Moradores e a Associação de Beneficência e Assistência Mútua dos Moradores do Bairro da Ilha Verde questionam o trabalho que do grupo governamental que tem a tarefa de analisar os preços dos produtos alimentares. O jornal também traz para a primeira, a venda de lembranças na semana dourada. O matutino publica fotografias de lojas cheias de gente e de outras vazias, com o título: “negócios da semana dourada dependem da localização dos estabelecimentos”.

 

O Ou Mun diz, na notícia principal, que 42 famílias recusaram apartamentos T1 de habitação pública. A rejeição está relacionada com o facto das fracções não serem adequadas ou da dificuldade de se conseguirem empréstimos bancários. O deputado Ho Ion Sang, da Associação dos Moradores, já veio dizer que a taxa de rejeição é baixa, não atinge sequer o um por cento, o que significa que continua a haver uma grande procura por apartamentos de habitação pública. O jornal destaca ainda uma série de acidentes de viação na Avenida Dr. Sun Yat-Sen que, no entanto, não causaram nenhum ferido grave.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi diz, nesta manhã informativa, que foram actualizados os subsídios de alimentação para os estudantes. A ajuda é agora de 2400 patacas, ou seja, mais 300 para alunos dos ensinos infantil e primário e mais 200 patacas para os alunos do secundário.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Business Daily diz na manchete que “ainda não foi aprovada uma data para o ’Parasian’”. O jornal escreve que o Governo “promete fraternidade e igualdade” mas até agora não deu aval à Las Vegas Sands para o desenvolvimento do novo projecto no COTAI. Há duas semanas Sheldon Adelson falava em dois meses para aprovação, no entanto, as Obras Públicas dizem agora ao Bussiness que a autorização pode demorar cerca de um ano. Noutro destaque lê-se que “o lançamento do itunes vai levar tempo até acertar a nota”. Depois de “uma longa espera”, a loja da itunes foi lançada em Macau mas, sublinha o económico , não se esperam, para já, grandes vendas para as empresas discográficas.

 

No título principal do Macau Daily Times lê-se: “indignação com erros humanos na colisão de barcos que matou 38 pessoas”. O matutino destaca o trágico acidente marítimo na região vizinha, sublinhando que “Hong Kong inicia investigação ao acidente”. Numa chamada de capa, o diário escreve ainda que “educação integrada ganha terreno”. Um estudo demonstra que há cada vez mais escolas de Macau a admitirem alunos com deficiência e o ensino especial.

 

Já a manchete do Macau Post diz que “associações do sector do jogo pedem ‘medidas concretas’ para protecção da saúde dos trabalhadores dos casinos”. Duas associações apelam ao Governo para implementar essas medidas enquanto elabora as regulações para a criação de salas de fumo nos casinos.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

Em manchete o Hoje Macau escreve “a montra apetecível”, a propósito do aumento do dinheiro de fora investido em Macau. São dados de 2010, mas “os mais recentes” que os Serviços de Estatística e Censos. Hong Kong, EUA e Ilhas Caimão deram juntos aos cofres da RAEM 20 mil milhões de patacas. Numa chamada de capa estão ainda em destaque “os abusos” dos taxistas na semana dourada.

 

O Jornal Tribuna de Macau diz no título principal que o “Governo deve resolver conflitos entre mandarim e cantonês” – uma convicção de especialistas, que defendem uma “política linguística e protecção da identidade local”. Na fotografia está o “ex-número 1 mundial” que está “confirmado no Open de Golfe de Macau”. Na primeira lê-se ainda que “Sociedade Ecológica exige defesa de espécies raras”.

 

O Ponto Final escreve, em letras grandes, que “patrões aceitam feriados”. Vong Kok Seng, que representa o patronato na Concertação Social, aceita a sugestão da Associação dos Operários de compensar em dias úteis os feriados sobrepostos. Em destaque fotográfico estão os Orelha Negra, que estão confirmados para o Festival da Lusofonia. O diário sublinha ainda os outros grupos musicais que preenchem o cartaz do certame, assim como as exposições de Joana Lucas e Estela Sokol.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post coloca em grande plano o testemunho de um dos sobreviventes do Lamma IV, o barco que afundou depois de uma colisão com um ferry. No título lê-se: “presa no mar, com uma corda em volta do pescoço pedi ‘Senhor salva-me’ - é o relato na primeira pessoa de uma mãe que deslizou ao convés do navio que afundava para ir buscar coletes salva-vidas para as filhas. Esta mãe conta “os milagres” que a ajudaram a salvar a família. Noutro título, o jornal escreve ainda que “falhas de cumprimento das regras marítimas nos barcos pode comprometer pedidos de seguros pelos passageiros”.

 

Tal como o South China Morning Post, o China Daily traz hoje o cabeçalho a negro, em solidariedade com as vítimas do acidente. Mas o jornal dá ênfase ao mercado imobiliário da China. Este ano, os promotores imobiliários estão a baixar as expectativas para esta altura, conhecida como “Setembro dourado e Outubro prateado”. O diário sublinha que há menos compradores este ano.

 

O Standard também destaca o acidente marítimo em Hong Kong. O título é: “larguem ou vão morrer” - foi o apelo das equipas de salvamento pouco depois da colisão entre dois barcos. As equipas de salvamento dizem que as pessoas estavam muito aterrorizadas para largarem as grades enquanto o barco Lamma IV afundava. Só com este apelo, as autoridades marítimas conseguiram salvar mais pessoas, refere um dos polícias que acrescentou ainda que muitas das crianças corajosas o suficiente para não choraram apesar do pânico generalizado.