Em destaque

18 de Abril de 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9,1616 patacas e 1,1296 dólares norte-americanos.

 

Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Quinta-feira)
Quinta, 27/09/2012

A marcar a actualidade local estão a subida para nove dos casos de febre de dengue e a decisão do Governo de prolongar o abono de residência por mais um ano. Em Hong Kong, os matutinos continuam a acompanhar as tensões sino-japonesas por causa das Diaoyu.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio dedica grande parte da primeira à febre de dengue. Já há nove infectados e o grupo de prevenção anunciou que vai mobilizar os residentes de toda a cidade para trabalhos de extinção dos mosquitos transmissores. Noutro destaque, o Chefe do Executivo que afirma que o projecto Studio City pode ter um casino. Chui Sai On negou ainda haver qualquer contradição no que foi dito pelos secretários Francis Tam e Lau Si Io. O Va Kio diz ainda que uma mulher foi detida  por alegado contrabando de Maotai – o vinho tradicional chinês. A mulher foi apanhada com 36 garrafas, que valiam no mercado de 85 mil patacas.

 

O Ou Mun dá também atenção aos caso de dengue. Além disso, o jornal diz na primeira que o Executivo vai injectar 150 milhões de patacas no Fundo de Garantia de Depósitos e que o limite máximo de reembolso para cada depositante, em caso de falência bancária, pode atingir as 500 mil patacas. O matutino refere também que o Governo decidiu prolongar por mais um ano a atribuição do abono de residência para os candidatos à habitação social.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi diz, nesta manhã informativa, que o Gabinete de Comunicação Social garante ter havido “transparência” e “respeito pelas leis”  em todo o processo de sondagem deliberativa sobre a revisão das Lei de Imprensa e da Radiodifusão. A rádio também noticia que as obras públicas prometem adoptar medidas de vigilância contínua às casas de Ka Ho, depois de uma análise ter confirmado que os estragos nas casas foram provocados pelas obras de demolição executadas pelo Governo.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Macau Daily Times escreve em manchete: “mais 100 patacas de abono de residência para os candidatos à habitação social”. O Governo decidiu aumentar a ajuda financeira e também prolongá-la por mais um ano. Na primeira página, o Times destaca ainda as “conversações duras” entre Tóquio e Pequim nas Nações Unidas. Um desentendimento que continua a prejudicar o comércio.

 

Na notícia principal do Business Daily lê-se que a Doca dos Pescadores “vai ter um segundo casino”. O económico avança que a remodelação do empreendimento, orçada em 5 mil milhões, deve incluir mais um espaço de jogo. O segundo casino deve ficar concluído em 2016 e, tal como o Babylon, irá operar sob a licença de jogo da SJM. Noutro destaque o jornal diz que a confiança dos exportadores de Macau sofreu “um duro golpe”, no segundo trimestre do ano. Uma sondagem mostra ainda que o pessimismo dos industriais está relacionado com a diminuição de encomendas, sobretudo, de África.

 

O Macau Post também destaca, na primeira, o aumento em 100 patacas do abono de residência para os candidatos à habitação social. Mas o jornal coloca em grande plano o aumento dos casos de febre de dengue. O diário diz que o “Governo alerta para um surto, depois de ter subido para nove o número de infectados”. Os Serviços de Saúde vão agora adoptar medidas de prevenção de nível 3 e, “em breve”, o grupo de prevenção da febre de dengue vai anunciar os novos passos no combate à propagação do vírus.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Jornal Tribuna de Macau escreve, em manchete, que “14 casinos sofreram quebra de receitas no primeiro semestre”, sublinhando ainda que New Century destacou-se pela negativa e Plaza foi o “rei” das subidas. Na primeira também destaque para os cortes do Governo português nos subsídios a fundações, com o título “Lisboa não mexe no apoio à Escola Portuguesa de Macau mas corta na Fundação Oriente”.

 

O título da notícia principal do Ponto Final é “Chui dá razão a Lawrence”. O Chefe do Executivo entende que não há contradições nas versões de dois secretários, explicando que Lau Si Io tinha razão ao afirmar que o Studio City não teria casino; mas Francis Tam estava certo ao dizer que poderia vir a ter. A Melco Crown tem direito a pedir mesas de jogo. Em destaque fotográfico está a Orquestra de Macau que “conquista” Guimarães – a capital da cultura.

 

Em letras grandes, o Hoje Macau diz “grande transfusão”, referindo-se aos 85 milhões que o Hospital Kiang Wu recebeu só no espaço de três meses. Entre Abril e Junho, o Governo entregou mais de 100 milhões a entidades privadas da área da saúde. Operários, Moradores e Tung Sin Tong “não foram esquecidos”, realça o jornal. Mas a “parte de leão foi direitinha” para o Kiang Wu. Numa das chamadas lê-se ainda que o deputado Fong Chi Keong “exige” preços mais baixos para enterros chineses.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post destaca a disputa das Diaoyu, mais concretamente, as implicações no comércio. O jornal diz que, do lado japonês, as companhias aéreas anunciam o cancelamento de voos e os fabricantes de automóveis suspendem a produção, enquanto, do lado da China, cai drasticamente a procura aos produtos do Japão. O matutino coloca ainda em destaque a fotografia de Shinzo Abe, com o título “desvio para a direita”. O antigo primeiro-ministro japonês foi eleito líder do maior partido da oposição, o Partido Liberal Democrata. A posição abre caminho à possibilidade de Shinzo Abe voltar ao poder nas próximas eleições.

 

O China Daily publica também uma fotografia de Shinzo Abe muito semelhante à do South China Morning Post. A imagem capta o momento em que o novo líder da oposição é aplaudido em Tóquio. O diário também faz a primeira com as ilhas Diaoyu. Na manchete lê-se que “Pequim promete mais medidas para as ilhas”. Ainda em destaque a afirmação do ministro dos Negócios Estrangeiros de que a China vai ter “tolerância zero às provocações de Tóquio”. Yang Jiechi encontrou-se com o homólogo japonês à margem assembleia-geral das Nações Unidas.

 

O Standard dá ênfase à detenção, em Hong Kong, de comerciantes da China, alegadamente envolvidos no mercado paralelo. O jornal diz que, em forma de retaliação, as autoridades alfandegárias de Shenzhen ameaçaram também prender, por seis meses, os residentes de Hong Kong que façam o mesmo do outro lado da fronteira. Ainda assim, logo depois do aviso de Shenzhen, os polícias da antiga colónia britânica detiveram mais 15 comerciantes da China.