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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Terça-feira)
Terça, 25/09/2012

Os jornais de Macau dão grande atenção aos preços dos produtos alimentares e ainda às manifestações no território por causa das Ilhas Diaoyu. Um tema que também está em destaque nos matutinos de Hong Kong, depois de um navio chinês de vigilância marítima ter entrado em águas que Tóquio considera serem já território japonês, ao largo do arquipélago.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio destaca o encontro entre Chui Sai On e o secretário do Comité Municipal de Zhuhai, Li Jia. Os dirigentes discutiram a cooperação entre Macau e a cidade vizinha. Em cima da mesa esteve, inevitavelmente, o desenvolvimento da próxima fase da Ilha da Montanha. Noutro título, o jornal diz que a Nam Kwong e Nam Yue declararam que o preço da carne de porco por grosso baixou um pouco mais de 10 por cento. As empresas querem incluir ainda, no mecanismo de fixação de preços, a carne de vaca e a carne de frango.

 

O Ou Mun coloca em grande plano a Avenida Olímpica da Taipa que, depois de vedada a título experimental, tornou o trânsito bastante lento. O diário diz que as autoridades devem resolver o problema. O Ou Mun dá ainda conta de mais três acidentes na Ponte de Amizade: ocorreram no espaço de 40 minutos e no mesmo local, tendo dois condutores de motociclos sido internados. No jornal, espaço ainda para o alegado suicídio de funcionária de um casino. Tinha 24 anos e era relações públicas.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi diz, nesta manhã informativa, terem sido encontradas duas carcaças de golfinhos brancos nas águas de Macau. A rádio noticia ainda que o deputado Ng Kuok Cheong pede uma “visão de equidade” para os terrenos das ilhas que tenham contratos em papel de seda.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Macau Daily Times diz que “grupos de jovens de Macau fazem protesto ‘racional’ por causa da soberania das ilhas Diaoyu”. Dois grupos organizaram ontem um protesto pacífico para defender a soberania chinesa sobre o arquipélago e rejeitaram qualquer tipo de violência. Sobre o mesmo tema, o diário escreve ainda que a China planeia usar drones – aviões não tripulados - para “vigiar as Diaoyu”. Numa das chamadas de primeira página, o Daily Times dá conta dos planos da Sociedade de Jogos de Macau, que quer 700 mesas de jogo para o projecto no Cotai.

 

O Macau Post coloca também em grande plano as manifestações em Macau, com o título: “Mil residentes protestaram contra a ‘compra’ das ilhas Diaoyu pelo Japão”. Os organizadores alegam que a aquisição é “irracional” e mesmo “contra a lei”.

 

Na manchete do Business Daily lê-se “Cidade muito dependente dos visitantes da China”. O económico diz que a subida anual de 4,1 por cento em Agosto no número de visitantes do Continte “não consegue disfarçar o declínio acentuado” de turistas de outros mercados. Um académico da Universidade de Macau refere que esta situação realça a “luta” da cidade para se tornar realmente num destino de classe mundial. Noutro destaque, o Business Daily diz ainda que “foi rejeitado” o campus em Coloane para a Universidade Cidade de Macau.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Ponto Final escreve em manchete: “MTR controla o metro”. A empresa que gere o metro em Hong Kong volta agora a Macau para uma “revisão independente da concepção do sistema e do comboio do metro ligeiro”. O matutino faz outro título na primeira: “Viver com o peso das Ilhas”. As ilhas são as Diaoyu ou Senkaku, que têm feito subir a tensão política entre Tóquio e Pequim. O “ambiente continua pesado” na capital chinesa, onde negócios nipónicos tapam letreiros e fecham portas. Já no Japão há relatos de grupos radicais a chamarem “cães” aos chineses.

 

No Hoje Macau é destacada uma entrevista a Paul Chan Wai Chi. O deputado critica a estrutura da Assembleia Legislativa, dizendo ainda que “aqui a política é como se fosse uma poça de água estagnada”. Chan Wai Chi afirma também que se fosse Chefe do Executivo dava prioridade à habitação, à inflação e à reforma política. Ainda na primeira página, os “desejos para 2013” com Pereira Coutinho a pedir sindicatos. Noutra chamada lê-se que “SJM admite jogar fora de Macau”.

 

O Jornal Tribuna de Macau (JTM) diz que o “Governo rejeita intervir na fixação de preços”. Uma afirmação do director dos Serviços de Economia, que surge depois das empresas de importação de carne terem dito que os preços vão continuar a aumentar. Destaque ainda para as manifestações previstas para o 1º de Outubro, o dia da República Popular da China. A PSP já aprovou itinerários de quatro associações. As manifestações, sublinha o diário em manchete, vão ser marcadas pelos cheques à população e pela habitação.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post puxa para manchete o destino de Bo Xilai, que “permanece um mistério depois do ex-polícia ter sido preso”. Os analistas dividem-se sobre o futuro do antigo chefe de Chongqing e em relação à possibilidade de vir a enfrentar uma acusação de natureza criminal. Já a família de Wang Lijun, ontem condenado a 15 anos de prisão, afirma que o ex-polícia foi um “bode expiatório”. O matutino publica ainda uma fotografia, com o título “Rota de colisão”. Na imagem estão dois navios patrulha japoneses ao lado de um barco chinês de vigilância marítima. Tóquio avisa que os navios enviados por Pequim para as Ilhas Diaoyu entraram já nas águas consideradas território japonês.

 

O China Daily destaca também as crescentes tensões entre Pequim e Tóquio. Na legenda da fotografia lê-se que um navio chinês de vigilância marítima “faz patrulha perto de uma embarcação da Guarda Costeira Japonesa”. A manchete é feita com o mesmo tema: “Posição de Tóquio é ‘inaceitável’”. O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros japonês está na capital chinesa para conversações. Através do emissário, Pequim vai exigir a Tóquio que mude de atitude na contenda em torno das Ilhas Diaoyu.

 

O Standard escreve que autoridades de Hong Kong “estão em alerta máximo” por causa da “ameaça” de um vírus semelhante à Síndrome Respiratória Aguda Grave, detectado no Médio Oriente. As pessoas que viajaram até ao Qatar ou Arábia Saudita estão a ser procuradas para serem submetidas a exames e isolamento. Em 2003, a pneumonia atípica matou 774 pessoas em todo o mundo – só em Hong Kong morreram 299.