Em destaque

14 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.1522 patacas e 1.1278 dólares norte-americanos.

Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Segunda-feira)
Segunda, 24/09/2012

Em foco na imprensa local está o choque entre duas embarcações que causou a morte de três tripulantes. Os matutinos de Hong Kong em língua inglesa colocam em grande plano as manifestações muçulmanas na região vizinha por causa do filme anti-Islão, que tem incendiado o mundo árabe.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio dá grande destaque a um embate entre duas embarcações que causou a morte de três tripulantes da China Continental. O acidente ocorreu entre as pontes Nobre de Carvalho e a Sai Van. As autoridades pensam que o acidente aconteceu cinco minutos depois do espectáculo de fogo-de-artifício, integrado no concurso internacional de Macau, e não excluem como causa do acidente a ultrapassagem de barcos. O matutino escreve ainda na primeira página que os moradores de Ka Ho questionaram a legalidade das autoridades na reversão e demolição de casas. Os moradores garantem também que estão a ser discriminados, já que os empresários podem pagar prémios para ficar com os terrenos e os residentes não.

 

O Ou Mun dedica a primeira página ao choque entre duas embarcações, um barco de pesca e um navio de transporte de mercadorias, que fez três mortos e um ferido. O matutino ouviu alguns pescadores, que acham que há demasiadas embarcações a circular ao mesmo tempo na zona do Porto Interior e atribuem a maioria dos acidentes ao não cumprimento dos regulamentos pelos condutores.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi diz, nesta manhã informativa, que, em Agosto, chegaram a Macau quase 2 milhões e 700 mil visitantes. Ainda assim, menos 0,6 por cento face ao mesmo mês de 2011. A rádio noticia também que o Instituto de Acção Social garante que recebe, “da mesma forma e sem discriminação”, todos os pedidos de apoio económico.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Business Daily escreve, nas grandes, que o Governo está a "considerar regras mais duras para as hipotecas". Os residentes que procuram comprar a primeira casa “podem ser os mais afectados” com a política, que tem por objectivo tornar mais difícil aos compradores estrangeiros conseguirem crédito junto dos bancos locais. Alguns analistas justificam, antes, os recentes aumentos nos preços da habitação com a pouca oferta. O económico destaca ainda uma entrevista a Jonathan Galaviz. O consultor para investimentos na indústria do jogo nos Estados Unidos e na Ásia afirma que os "reguladores do Nevada precisam de aumentar a supervisão” em Macau.

 

O Macau Daily Times diz que 68 mil recebem 200 milhões em subsídios. As verbas irão ser distribuídas pelos Serviços de Educação e Juventude, no âmbito do Programa de Formação Contínua. O diário coloca também em grande destaque as declarações do secretário para a Economia e Finanças. Francis Tam reafirma que o número de mesas de jogo não irá subir mais do que três por cento nos próximos 10 anos.

 

O Macau Post faz manchete com a morte de três cidadãos da China, num choque entre duas embarcações, um navio de carga do Continente e um barco de pesca de um residente de Macau. O acidente ocorreu entre as pontes Sai Van e a Nobre de Carvalho. Os corpos foram ontem encontrados e retirados da água pelas autoridades.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Jornal Tribuna de Macau escreve, a vermelho, que a Polícia Judiciária (PJ) “sai do antigo tribunal na primeira metade de 2013”, já que o edifício “será ocupado pela nova Biblioteca Central”, que ainda não tem data para abertura. A PJ vai mudar-se para um edifício na Avenida da Amizade. Na fotografia, o diário refere que Macau “acolhe Congresso das Misericórdias em 2018”. A Santa Casa da Misericórdia recebe, já em Outubro do próximo ano, a conferência preparatória.

 

O Ponto Final diz na manchete: “Tensão nas Diaoyu arrasa turismo”. Não há um único pacote turístico vendido de Macau para o Japão. Os turistas chineses “recebem alertas para terem cuidado” e o presidente da Associação de Indústria Turística diz que o mercado “está a ser afectado” pelas tensões em torno das Diaoyu. Em destaque fotográfico está a “morte no rio”. Três tripulantes morreram na sequência de um choque entre uma embarcação de pesca e um navio chinês de transporte de mercadorias.

 

"O prédio maldito" é o principal título da edição desta segunda-feira do Hoje Macau, que destaca assim mais uma polémica a envolver o prédio cedido pelo Governo ao jornal Ou Mun. Agora, é o Hospital Kiang Wu que “ali se instala em quatro andares”. Para o deputado Pereira Coutinho existe uma “proliferação de interesses entre o público e o privado”. Pereira Coutinho surge ainda numa chamada de capa, ao lado de Kwan Tsui Hang. Os deputados acusam hotéis de serem “fachada para o jogo”.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post publica uma fotografia de um protesto muçulmano em Hong Kong. As manifestações por causa do filme anti-Islão, que têm incendiado o Médio Oriente, já chegaram à região vizinha. O jornal destaca alguns confrontos com a polícia, enquanto milhares de manifestantes muçulmanos tentavam chegar ao consulado norte-americano. Na coluna, o jornal escreve ainda que “compradores do Continente são a ‘chave’ na estratégia para a habitação”. Os membros da comissão, criada para a elaboração de uma lei de habitação a longo prazo, defendem restrições “para manter os preços sob controlo”.

 

O Standard faz também manchete com os protestos em Hong Kong, lendo-se “muçulmanos lutam com os polícias”. O matutino sublinha que o protesto era para ser pacífico mas acabou com “feios confrontos” entre os manifestantes e a polícia, à porta do consulado norte-americano em Central. Os incidentes ocorreram depois de as autoridades terem limitado o número de pessoas que poderiam entregar petições. Cerca de seis mil manifestantes terão participado na marcha contra o filme “A Inocência dos Muçulmanos”.

 

O China Daily realça o “adiamento dos eventos para assinalar o aniversário do Japão”. Pequim decidiu neste domingo “adiar” uma cerimónia para marcar o 40º aniversário da normalização das relações diplomáticas entre a China e o Japão. O diário diz que a China envia, assim, um “sinal forte” a Tóquio por causa das Ilhas Diaoyu. O jornal publica ainda uma fotografia dos protestos na capital taiwanesa. Ontem, mais de mil pessoas marcharam, em Taipé, contra o Japão.