Em destaque

14 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.1522 patacas e 1.1278 dólares norte-americanos.

Obras Públicas defendem mercado no Jardim das Artes
Domingo, 23/09/2012

Já foi ocupado por um casino e agora pode dar lugar a um mercado. O Jardim das Artes está a ser equacionado pelas Obras Públicas como o terreno para construir um mercado que sirva os moradores da avenida Dr. Rodrigo Rodrigues e do ZAPE.

 

De acordo com um comunicado da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, Lao Iong, Chefe do Departamento Urbanístico, explicou a representantes da Associação dos Moradores do ZAPE que “esta solução permitirá servir os moradores da Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues e do ZAPE”, e que, encontrando-se “num local relativamente central, correspondendo assim com exigência em termos de área abrangente dos futuros serviços prestados pelo mercado.”

 

No entanto, de acordo com o documento, a solução de construir o mercado no terreno do Jardim das Artes merece a oposição de alguns moradores, que manifestaram preferir o jardim ao mercado.

 

“Devido a escassez de terrenos disponíveis no ZAPE não foi ainda tomada uma decisão final quanto ao local, mas para fazer face às necessidades dos moradores da zona, as Obras Públicas esperam que o plano seja concretizado com a maior brevidade possível”, lê-se ainda.

 

Ressalvando que “a Administração está interessa em ouvir a população”, o comunicado informa que, “se houver consenso social, o passeio ajardinado marginal da Zona B dos novos aterros pode colmatar os espaços verdes e os equipamentos do Jardim das Artes, e será então possível criar condições para a construção do mercado em parte da área verde do Jardim.”

 

Mas para isso, continua o comunicado, “será necessário à Administração analisar em geral as diversas opiniões e encontrar um ponto de equilíbrio de modo a encontrar o consenso social sobre esta questão.”

 

A construção de um mercado na zona é justificada com o aumento populacional no ZAPE.

 

De acordo com o comunicado, os moradores da área preferem um mercado de venda de produtos secos a um mercado tradicional. A questão do ruído, do cheiro, das condições higio-sanitárias e também o aumento da circulação pedonal junto dos edifícios vizinhos são as principais preocupações dos moradores, que não querem o mercado demasiado próximo das suas habitações.