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Novo Macau pede ao GCS justificação de custo de sondagem
Quinta, 20/09/2012

A Associação Novo Macau quer que o Gabinete de Comunicação Social justifique os 3,5 milhões de patacas gastos na sondagem deliberativa sobre a revisão da Lei de Imprensa.

 

O pedido foi feito, hoje, no departamento do Governo, com a entrega de uma petição. À Rádio Macau, o presidente da associação, Jason Chao, afirmou que as conclusões do estudo não justificam o dinheiro gasto.

 

Chao diz ter obtido informações de que “a empresa ERS”, responsável pela condução da sondagem, “pagou cerca de um milhão de patacas ao professor James Fishkin, da Universidade de Stanford.Ou seja, quase um terço do total. Mas se olharmos para os resultados, não valeu a pena. Não julgo que tenha sido. Apelamos ao Gabinete de Comunicação Social para divulgar ao público como o dinheiro foi usado.”

 

Os resultados da sondagem deliberativa, apresentados ontem, indicam que o Governo vai retirar da lei os conselhos de imprensa. Trata-se de uma decisão que a Associação Novo Macau saúda, mas o presidente Jason Chao considera que a sondagem custou demasiado dinheiro e não foi conduzida de forma científica: Foi uma mudança positiva que o Governo tenha abandonado a ideia de criar o conselho de imprensa, mas o problema é que o Executivo gastou 3,5 milhões de patacas nesta sondagem deliberativa, mas do que vemos não se percebe que o estudo tenha sido levado a cabo de uma forma científica, porque ignorou as críticas que fizemos. Um qualquer trabalho académico deve incluir sempre críticas e como se responde a essas críticas.”

 

Além de não incluir as críticas da Associação Novo Macau , Jason Chao acrescenta que a “Sondagem Deliberativa” distorceu a realidade do jornalismo de Macau ao não incluir casos de restrição da liberdade de imprensa: “Vi um vídeo da empresa que realizou a sondagem deliberativa, a ERS, e lá aparece um participante a dizer que em Macau não houve incidentes significativos relacionados com os media. Se essa pessoa chega a essa conclusão depois da sondagem deliberativa, julgo que o material que lhes foi apresentado só pode ter ignorado os problemas que os jornalistas enfrentam em Macau.”