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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Quinta-feira)
Quinta, 20/09/2012

A imprensa local destaca a revisão da Lei de Imprensa, que avança sem o Conselho de Imprensa e o Estatuto do Jornalista. Os jornais em língua chinesa focam a confirmação de mais um caso de febre de dengue e também a decisão do Governo de tornar gratuito o auto-silo do Parque Central da Taipa. Nos matutinos de Hong Kong, as primeiras páginas trazem Xi Jinping em grande plano.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio dá ênfase à confirmação de mais um caso de febre de dengue. No total, já foram detectados seis casos em Macau. O jornal sublinha ainda que para combater a epidemia, o Governo diz ser preciso, em primeiro lugar, tratar dos canos de esgoto para evitar a estagnação de água, sobretudo, na zona do Iao Hon. O diário dá ainda conta da detenção de duas mulheres. A polícia judiciária suspeita que as residentes integram um grupo que pratica vários actos de burla. As mulheres terão enganado uma outra residente, em cerca de 340 mil patacas, dizendo que o montante se destinava à criação do maior banco de caridade da China.

 

O Ou Mun diz o auto-silo do Parque Central da Taipa será gratuito para estacionamentos não superiores a 12 horas consecutivas. Com a mudança nas tarifas, os Serviços para os Assuntos de Tráfego pretendem estimular os residentes a utilizar o auto-silo. Os moradores da zona dizem que o auto-silo é distante e pouco conveniente, enquanto os comerciantes consideram que o estacionamento gratuito pode atrair mais pessoas e contribuir, assim, para o aumento do volume de negócios. O matutino realça ainda que, a partir de sábado, a Estrada Governador Albano de Oliveira vai ficar mais apertada. O trânsito vai ser vedado num dos sentidos por causa das obras para a construção do metro ligeiro.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi diz, nesta manhã informativa, que a Associação de Comerciantes de Legumes por Grosso está preocupada com a alteração da localização do Mercado Abastecedor e pede ao Governo que compense os custos da mudança de instalações.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Business Daily diz que “reserva financeira dá poucos lucros”. Os investimentos do dinheiro da reserva, feitos pelo Governo, produziram nos primeiros cinco meses e meio um retorno de 2,6 por cento abaixo da taxa de inflação na altura. Mesmo assim, foi conseguido um ligeiro aumento de 0,5 por cento. O jornal sublinha que se o Executivo tivesse colocado o dinheiro numa conta a prazo num banco local tinha conseguido apenas 0,37 por cento de aumento. Num destaque de primeira página, o matutino diz ainda que os jornais prometem auto-regulação.

 

O Macau Daily Times destaca o mesmo tema. A revisão da Lei de Imprensa vai avançar sem incluir o Conselho de Imprensa e o Estatuto do Jornalista. O Governo decidiu retirar da proposta de lei os “artigos controversos”. O diário faz ainda a primeira página com as declarações da antiga secretária da Saúde e da Segurança Social de Hong Kong. Libby Wong afirma que o “inglês não é só uma linguagem, é uma indústria”.

 

A revisão da Lei de Imprensa também está em grande plano na primeira página do Macau Post. O jornal escreve que o “Governo promete excluir o Conselho de Imprensa e o Estatuto do Jornalista” da proposta de lei, que deve ficar concluída em Novembro.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

Na manchete do Ponto Final lê-se “fora da lei”, em referência à revisão da Lei de Imprensa. O jornal escreve que esta lei estipula há 20 anos a criação de conselhos de imprensa e de radiodifusão, além do estatuto do jornalista, mas nunca nenhum deles foi criado. Como não há consenso, “muda-se agora a lei e deixam de ser obrigatórios”, explica ainda o diário. Outro grande destaque é feito com Manuel Lopes Porto que fala em “investimento chinês sem complexos”. O ex-eurodeputado defende que “a Europa só tem uma hipótese”, que é “jogar ao ataque” e abrir-se ao investimento chinês.

 

O Hoje Macau coloca em grande plano Melinda Chan. A deputada anuncia recandidatura à Assembleia Legislativa “para cumprir uma visão”. Os apoiantes querem que “continue” e “porque lhe chamam líder, Melinda Chan segue-os”. No topo da primeira, o matutino escreve que Santa Rosa de Lima “vai abaixo”. A nova direcção “quer edifício mais moderno”. Noutra chamada de capa: Xi Xinping reúne-se com Panetta. “Está de volta e em alta rotação”, diz o jornal.

 

O jornal Tribuna de Macau escreve, a vermelho, que Cotai Central “busca novo fôlego” com 475 mesas e 2.300 slots. O diário sublinha que o novo espaço de jogo da Sands “teve o pior arranque entre os grandes casinos”. Já a fotografia faz referência a uma “crise de confiança” em Hong Kong. A confiança da população no futuro caiu para 49,7 por cento – o nível mais baixo desde 2003. Além disso, 34,6 por cento também disseram não confiar no Governo da RAEHK.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

Em manchete, o South China Morning Post diz que “é provável” que o presidente Hu Jintao mantenha o cargo de presidente da Comissão Militar Central, mesmo depois do congresso do Partido Comunista deste ano, onde irão ser nomeados os novos líderes do país. A previsão do ex-Chefe do Executivo de Hong Kong, Tung Chee-hwa, é de que Hu Jintao deve então seguir as pegadas do antecessor Jiang Zemin. Ainda na primeira, o jornal publica uma série de fotografias do encontro do vice-presidente chinês Xi Jinping com o secretário da Defesa norte-americano, Leon Panetta. O título é “de volta ao trabalho”, uma vez que Xi Jinping esteve cerca de duas semanas sem aparecer em público.

 

O China Daily destaca o recado de Xi Jinping ao Japão. Lê-se no título principal: “vice-presidente chinês critica ‘compra’ das Diaoyu”. Xi Jinping avisa Tóquio de que não deve “subestimar a soberania territorial chinesa” sobre as ilhas, com actos ou mesmo com palavras e apela ao Japão que “se controle”. O jornal também faz a coluna com uma outra notícia relacionada com as tensões em torno do arquipélago. O ministro do Comércio afirmou que a situação vai “definitivamente afectar o comércio e o investimento japonês na China”.

 

O Standard realça a detenção de 130 comerciantes da China, suspeitos de revenda de produtos em Hong Kong. Os comerciantes tinham vistos de entrada com a validade, de dois dias, expirada. Esta é uma das medidas das autoridades de Hong Kong para reprimir o mercado paralelo.