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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Quarta-feira)
Quarta, 19/09/2012

Os jornais de Macau colocam em grande plano o aniversário da invasão da China pelo Japão. O Va Kio realça ainda a confirmação de mais dois casos de febre de dengue no território. Em Hong Kong, as atenções viram-se para a China, mais concretamente, para as manifestações anti-Japão e para o julgamento do braço direito de Bo Xilai.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio destaca a confirmação de mais dois casos de febre de dengue na zona norte da cidade. Os doentes são um homem de 46 anos e uma mulher de 27. Ao todo, as autoridades já detectaram cinco casos de febre de dengue em Macau. Outro destaque é feito com a directora da Capitania dos Portos que antevê “dificuldades” na substituição da empresa de transporte marítimo Norte Oeste Expresso. Susana Wong sublinha, contudo, que “não há pressa” na revogação da licença da transportadora. Ainda na primeira do Va Kio, as declarações do presidente e do secretário-geral da Federação das Associações dos Operários de Macau. Os responsáveis “estão confiantes” que o Governo Central vai resolver os problemas em torno das Ilhas Daoyu e acabar, assim, com os actos que prejudicam a China.

 

O Ou Mun diz que a “praça das Portas do Cerco prejudica a imagem turística de Macau”. O diário publica fotografias de folhetos de dívidas, afixados por todo o lado, e ainda de várias instalações danificadas e com falta de reparação. O matutino também dá conta de que a ponte pedonal localizada na Avenida de Artur Tamagnini Barbosa passou a ser permanente. A ponte entrou em funcionamento há cerca de 10 anos.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi diz, nesta manhã informativa, que a 3ª Exposição da Indústria de Restauração da China é inaugurada no dia 21 de Setembro em Macau.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Business Daily diz que "regras mais verdes aumentam preços dos combustíveis". Os 99 mil veículos registados podem custar colectivamente mais 130 milhões de patacas por ano em combustível se o Governo decidir implementar a norma Euro V de emissão de gases. O cenário é traçado pela Nam Kuong Petróleo & Químicos. A maior importadora de combustível para Macau defende que os Serviços de Protecção Ambiental devem evitar um impacto tão grande e ficar pela norma Euro IV. Noutro título, o matutino escreve que “negócio do hospital pode matar concorrência”. O acordo de exclusividade que o Kiang Wu assinou com uma única agência funerária está a causar “consternação”.

 

Na manchete do Macau Daily Times lê-se: “DSEJ e Ministério dos Negócios Estrangeiros lançam concurso para jovens no aniversário da invasão japonesa”. O jogo de perguntas e respostas vai pôr à prova os conhecimentos dos jovens de Macau sobre os assuntos de política externa chinesa. Noutro destaque, o jornal refere que os engenheiros começaram ontem a inspeccionar os edifícios em Ka Ho, alegadamente danificados pla demolição de uma construção ilegal. As conclusões vão ser anunciadas mais tarde.

 

O Macau Post escreve no título principal que “responsável do ministério dos Negócios Estrangeiros elogia os residentes por defenderem a soberania chinesa sobre as ilhas Diaoyu”. Zhang Jeifeng tocou na questão durante o anúncio do concurso para jovens de Macau, que tem por objectivo assinalar o 81º aniversário da invasão japonesa.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O jornal Tribuna de Macau escreve em manchete, que “há muitas leis e normas jurídicas que não são aplicadas em Macau”. A afirmação é do advogado Carlos Simões que “não defende a necessidade de reformas jurídicas profundas”. Na fotografia, a Ilha da Montanha, que “ainda é uma miragem” para as associações audiovisuais. As associações “queixam-se de falta de informação” e “pedem apoio ao Governo”. Ainda em chamada de primeira página, a Universidade Cidade de Macau que poderá dar cursos a empresários do Brasil.

 

O Ponto Final destaca a “comunidade falida”, em referência ao cancelamento da reunião do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas, marcada para Outubro, por falta de verbas. Em grande plano na primeira, ainda Rui Rocha. O ex-director do IPOR explica o projecto lusófono que está a desenvolver na Universidade Cidade de Macau: uma faculdade de português, com licenciatura em língua e “eventualmente” em tradução. O matutino coloca ainda em grande plano a “desinformação brutal” no Consulado Português.

 

O Hoje Macau denuncia que os “deputados eleitos por via indirecta são os que mais faltam às sessões”, numa notícia com o título “cadeiras para quê?”. O jornal escreve que “sem necessidade de mostrar serviço”, alguns deputados “eleitos pelos interesses pouco se sentam” nas cadeiras da Assembleia Legislativa. Analistas defendem que “não devem ser controlados”. Uma das chamadas de primeira página refere que residentes de Ka Ho “sem Carion”. O director das obras públicas não foi com os engenheiros fiscalizar as casas.  

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

Em manchete, o South China Morning Post escreve que “antigo chefe da polícia de Bo Xilai ‘pode ter a piedade do tribunal’”. Wang Lijun deu pistas cruciais para a investigação da morte de um empresário inglês, assassinado pela mulher de Bo Xilai, o político que caiu em desgraça. Wang Lijun, que era o braço direito de Bo Xilai, foi julgado pelos crimes de deserção e manipulação da lei. Ainda não há data marcada para a leitura da sentença. Noutro título, em destaque as declarações do chefe da Defesa, Liang Guanglie, que afirmou que a contenda sino-japonesa “não é da conta de Washington”. O aviso foi dado ao secretário da Defesa norte-americano, Leon Panetta, que está de visita a Pequim.

 

O mesmo tema está em grande plano no China Daily. O jornal escreve que “Pequim destaca solução pacífica” para as tensões com o Japão por causa das Ilhas Diaoyu, mas reserva-se o direito de “tomar medidas adicionais”. Os líderes militares encontraram-se com o secretário da Defesa norte-americano, apelando a Panetta que Washington não tome partidos. Ainda na primeira página, a notícia das manifestações que decorreram por toda a China, com o título “dia de história e determinação”. Ontem assinalou-se o 81º aniversário da invasão da China pelo Japão.

 

A manchete do Standard é “aniversário inflama fúria anti-Japão”. Cem cidades chinesas recordaram a invasão de 1931. Mas, devido às tensões entre Pequim e Tóquio por causa das Ilhas Diaoyu, os protestos ganharam outros contornos, com os chineses a apelarem mesmo ao boicote dos produtos japoneses. A Honda, Nissan, Canon e Panasonic fecharam as fábricas temporariamente, enquanto os empresários japoneses, líderados pelo presidente da Toyota, encurtaram a visita à China por razões de segurança.