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Estudantes fazem protesto inédito contra Educação Nacional
Segunda, 17/09/2012

O primeiro protesto, no território, contra a Educação Nacional juntou trinta jovens, na hora de almoço, à entrada da Universidade de Macau. Os estudantes, universitários e do secundário, decidiram fazer uma “flash mob”.

 

Vestidos de preto, os jovens fizeram cruzes com os braços em oposição à introdução da disciplina nas escolas de Hong Kong e de Macau. O principal objectivo era manifestar apoio à região vizinha, onde houve vários protestos contra a imposição, pelo Governo, da disciplina nos currículos escolares.

 

Os estudantes de Macau querem também pôr trancas à porta. E deixam o aviso de que o mesmo pode acontecer no território.Também há a possibilidade de as pessoas de Macau terem de enfrentar o mesmo problema. Macau e Hong Kong têm quase a mesma história, ambas eram colónias e regressaram à soberania chinesa. Acho que Hong Kong pode servir de exemplo caso existam desenvolvimentos aqui nos próximos tempos”, disse o organizador do evento, Kam, que se licenciou pela Universidade de Macau e trabalha há dois anos.  

 

Uma estudante da Universidade de Macau lembra que não se pode confundir amor à pátria com tentativas de lavagem cerebral. “Considero que o amor à pátria ou o amor a Macau não pode ser um acto de lavagem cerebral. Por exemplo, actualmente, há esta ideia de que um país é um partido, mas para amarmos um país nem sempre precisamos de amar também o partido”, apontou Leong, que participou no protesto, organizado através de uma rede social.

 

Em Macau nenhuma escola dá, neste momento, a disciplina de Educação Nacional, no entanto, há abertura para isso. Recentemente, a directora substituta dos Serviços de Educação e Juventude defendeu a disciplina e afirmou que a porta estava aberta para as instituições educativas do ensino não superior que quisessem introduzir a disciplina nos currículos.