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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Sexta-feira)
Sexta, 14/09/2012

A imprensa local destaca os confrontos em Ka Ho por causa de uma acção de despejo e ainda o início do julgamento do recurso, interposto pelo Ministério Público, ao acórdão que condenou Pedro Chiang, em caso ligado ao processo Ao Man Long. Em Hong Kong, as ilhas Diaoyu continuam a fazer as manchetes, enquanto aumentam as tensões entre Pequim e Tóquio.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio coloca em grande plano os confrontos em Ka Ho. Os moradores tentaram impedir uma acção de despejo e dezanove pessoas foram levadas para interrogatório, sendo que 12 pessoas enfrentam agora acusação. O matutino diz que, mesmo assim, o grupo de trabalho interdepartamental do Governo avançou para a desocupação de uma das casas e que deixou o recado: a Administração não vai “tolerar” construções ilegais.

 

O Ou Mun faz a primeira página com o mesmo tema. No título lê-se “desocupação e demolição de terreno ocupado ilegalmente causam revolta intensa dos moradores de Ka Ho”. Os residentes alegam ser os proprietários legítimos e questionam as motivações do Governo. O diário também destaca a reacção do director das obras públicas. Jaime Carion diz que “nunca tinha visto uma reacção tão forte como esta”.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi informa, nesta manhã, que o Ministério Público pede uma pena mais pesada para Pedro Chiang. O Ministério Público apresentou um recurso da sentença que condenou o empresário a seis anos de prisão. A rádio diz ainda que as reservas cambiais aumentaram no mês passado.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Business Daily escreve, no título principal, que o presidente da Assembleia Legislativa defende “leis com maior qualidade”. Lau Cheok Va também considera “decepcionante” a coordenação do Governo com o trabalho legislativo e apela ao reforço do mecanismo de comunicação com a Assembleia. O económico diz ainda que a Amax Holdings já reduziu a participação no Greek Mithology. A empresa listada na bolsa de Hong Kong - fica agora com 24.8 por cento do casino. A decisão faz parte de um acordo para colocar um ponto final na luta para o controlo do casino e do hotel New Century. Ng Man Sun, o empresário espancado no hotel em Junho, foi nomeado, na quarta-feira, director-executivo da Amax.

 

O Macau Daily Times destaca também as declarações de Lau Cheok Va. Lê-se, em manchete, que “presidente da Assembleia Legislativa critica o Governo por falta de informação sobre as leis, o que atrasa o processo de decisão”. Noutro título, o diário diz que a Polícia Judiciária está a juntar um grupo de trabalho para dar as “boas vindas” ao “dente partido”. Pan Nga Koi, o antigo chefe da tríade 14 Quilates, vai ser libertado no dia 1 de Dezembro, depois de 14 anos e sete meses de prisão.

 

O Macau Post coloca em grande plano os confrontos em Ka Ho. O jornal escreve: “polícia intervém por causa de terreno ocupado”. Dezanove moradores foram levados para interrogatório e 12 enfrentam acusação. Ontem, cerca de 70 residentes tentaram impedir os responsáveis do Governo de entrar no terreno para concretizarem a acção de despejo.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Jornal Tribuna de Macau faz a manchete com as mãos que fizeram barcos em Lai Chi Vun. Uma reportagem sobre os estaleiros que agora estão vazios, passando-se de um “fulgor à quebra da indústria”. Ainda na primeira a notícia de que o número de passageiros no Aeroporto Internacional de Macau completa 14 meses em alta. Noutro destaque de primeira página, o JTM escreve ainda que o Governo português “extingue ou altera o estatuto de 139 fundações”.

 

Na manchete do Ponto Final lê-se “mão mais pesada”. O Ministério Público revelou na Segunda Instância o que pretende com o recurso do terceiro caso conexo ao processo de Ao Man Long: nove anos e 400 milhões de patacas para Pedro Chiang, agravamento de penas para outros cinco arguidos e condenações para os sete absolvidos na primeira instância. O outro tema a dividir as atenções nesta primeira página é o balanço do presidente da Assembleia Legislativa: “Lau Cheok Va exige qualidade ao Governo”.

 

O Hoje Macau faz o título principal com o recurso do acórdão que condenou o empresário Pedro Chiang num caso ligado a Ao Man Long: “recurso do Ministério Público foi pulverizado pela defesa”. A advogada de Pedro Chiang argumentou que “arguidos julgados à revelia não podem ser objecto de recurso pelo ministério público”. Destaque também para os Serviços de Saúde que “desconhecem o número de mulheres inférteis” e para o presidente da Assembleia que acusa o Governo de “pouco diálogo”.

 

O semanário Clarim escreve, em letras grandes, que funerárias estão “à beira da morte”. Os proprietários as agências funerárias estão receosos depois da concessão da Casa Mortuária da Associação de Beneficência do Hospital Kiang Wu. O jornal diz que “caso nada venha a ser feito, as funerárias do território poderão fechar portas”, a partir de 26 de Setembro. Ainda na primeira, o Papa que pede paz no Médio Oriente.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

Em manchete, o South China Morning Post escreve que “crise nas Diaoyu ameaça celebrações sino-japonesas”. Está em dúvida o evento em Pequim para assinalar os 40 anos de normalização das relações com Tóquio, depois de um aumento das tensões, provocado pela compra de três ilhas do arquipélago das Diaoyu pelo Japão. Noutro título, o matutino diz que “menção de Xi falha em acabar com os rumores”. Xi jinping é citado, esta quinta-feira, no jornal estatal Guangxi Daily, mas as declarações não ajudaram a dissipar os rumores sobre o seu desaparecimento da vida pública, de quase duas semanas.

 

O China Daily dedica a primeira página, em exclusivo, à contenda territorial em torno das Diaoyu. O China Daily publica a tradução de um artigo que saiu, na terça-feira, no jornal do partido comunista “Diário do Povo”. Um artigo que justifica porque as ilhas Diaoyu não podem ser compradas.

 

O Standard escreve, no destaque principal, que a Reserva Federal dos EUA aprovou mais um programa de compra de activos no mercado. A compra de 40 mil milhões de dólares de obrigações vai ser feita todos os meses. Os activos que compõem as obrigações são hipotecas imobiliárias. Este é o terceiro programa de compra de títulos anunciado pela Reserva Federal.