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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Quinta-feira)
Quinta, 13/09/2012

A imprensa local destaca o fundo criado para a Liga de Táxis, que terá um valor de 8 milhões de patacas, enquanto os jornais chineses dão mais ênfase a um caso de fraude a bancos de Macau e Hong Kong. Nos matutinos de Hong Kong, as Diaoyu continuam a fazer as primeiras páginas.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Ou Mun coloca em grande plano um caso de fraude. Dois residentes foram detidos e são suspeitos de burla a bancos de Macau e de Hong Kong. As instituições bancárias terão sido lesadas em pelo menos 70 milhões. A Polícia Judiciária suspeita que há ainda mais cerca de 5 indivíduos envolvidos no caso, que continuam a monte. Na primeira página, há ainda espaço para mais um caso de polícia. Desta vez de uma filha que, com ajuda de amigos, vendeu a casa dos próprios pais. Na sequência deste caso, o deputado Ung Choi Kun já sugeriu um reforço das formalidades de identificação, no âmbito do reconhecimento de assinatura e impressões digitais, mas o director dos Serviços para os Assuntos de Justiça afasta a ideia de haver problemas no mecanismo de compra e venda.

 

O Va Kio destaca os mesmos casos na primeira página. A notícia sobre o caso que envolve a fraude a bancos tem o título: “dois comerciantes de Macau detidos por lavagem de dinheiro”. Noutro destaque, o jornal dá conta da detenção de uma residente que vendeu a casa dos próprios pais sem o conhecimento destes. A venda rendeu 1.300 mil patacas, sendo que 320 mil ficaram para a jovem e o resto foi distribuído pelos cúmplices.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi está a passar, nesta manhã informativa, as declarações do Chefe do Executivo. Chui Sai On diz que a construção de uma sociedade íntegra é parte importante da acção governativa.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Business Daily diz que há casinos que falham na negociação com os funcionários sobre o trabalho em dias de tufão. O deputado Pereira Coutinho acusa os operadores de jogo de forçarem os trabalhadores a assinarem contratos que não prevêem compensações no trabalho a tempo parcial e no trabalho nocturno. Noutro título lê-se que o “Governo garante os 200 novos táxis”. A Autoridade Monetária está disposta a ajudar os taxistas a conseguir seguro caso não o consigam fazer por eles próprios. A deputada Melinda Chan sublinha, no entanto, que este seguro sairá mais caro.

 

O Macau Daily Times escreve no título principal: “fundo de 8 milhões para a Liga de Táxis”. A liga, criada por David Chow, anunciou ontem o montante do fundo, sendo que o dinheiro se destina a garantir apoio médico e social aos taxistas. Numa das chamadas de primeira página, o diário destaca ainda a morte de um trabalhador da China nos estaleiros do Windsor Arch.

 

O Macau Post faz manchete com um caso de crime. Dois residentes foram detidos por suspeita de fraude a bancos de Hong Kong. A polícia judiciária estima que os homens enganaram cerca de 10 bancos num prejuízo de pelo menos 70 milhões. Na primeira do Post, também espaço para os taxistas. O matutino também dá conta de que a Autoridade Monetária planeia fazer seguro para os 200 novos táxis.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Hoje Macau diz que funcionários públicos compram habitação económica mas primeiro que a tenham “é um castigo”, na notícia intitulada “dois anos à espera de escritura”. O deputado Pereira Coutinho acusa o Instituto de Habitação de ser uma “tragédia burocrática”. O destaque fotográfico é feito com Carlos Tavares Oliveira. Na opinião do escritor brasileiro “a China está avançada em relação aos direitos humanos”.

 

Na manchete, o Jornal Tribuna de Macau escreve que Julho foi o mês mais acidentado de sempre nas estradas de Macau. Registaram-se 1341 desastres, aumentando para sete o número de vítimas mortais deste ano. O título do destaque fotográfico refere que a Santa Casa leva a RAEM a Congresso das Misericórdias. O X Congresso Internacional das Misericórdias decorre no Porto e em Vila Nova de Gaia na próxima semana.

 

O título principal do Ponto Final é “Ministério Público contra-ataca”. O Tribunal de Segunda Instância começa hoje a julgar o recurso do Ministério Público do acórdão que condenou, por corrupção, Pedro Chiang. O empresário foi sentenciado a seis anos de prisão. Na fotografia, o jornal destaca o aumento de 60 por cento na colecta de direitos de autor em 2011. O presidente da Associação de Autores, Compositores e Editores afirma que ainda são “amendoins”, já que até agora Macau era uma “terra de ninguém” – não havia quem cobrasse, nem quem pagasse.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post escreve, num dos destaques, que a Fundação das Escolas Inglesas introduziu um novo esquema para juntar 500 mil dólares de Hong Kong. Os pais que queiram reservar um lugar numa das 15 escolas têm de pagar agora mais e sem direito a retorno do dinheiro investido. O montante vai ser usado para a manutenção e melhoria do campus da fundação. Noutro título, lê-se que “o exército Popular de Libertação faz manobras militares para afastar o Japão”. Pequim exige a Tóquio que cancele compra das ilhas Diaoyu.

 

O China Daily diz, na primeira página, que a “atenção” da China “vira-se para os mercados árabes”. O vice primeiro-ministro chinês visiona grande cooperação em áreas-chave para afastar os efeitos da crise financeira global. Uma cooperação que deve abranger os sectores energético, comercial e de investimento. Na coluna, o matutino foca também a contenda territorial em torno das Diaoyu. É sublinhado que Pequim nunca vai reconhecer a compra das Diaoyu pelo Japão. Num encontro entre diplomatas dos dois países, a China exigiu a Tóquio que cancele a compra de três ilhas do arquipélago das Diaoyu.

 

O Standard faz manchete com o aumento de casos de pervertidos que, no metro, captam imagens do que está debaixo das saias das senhoras. Os casos aumentaram em 50 por cento nos primeiros oito meses do ano e a polícia alerta que são usadas técnicas cada vez mais astutas.