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Académico: Brasil e China “pilares” da nova ordem mundial
Quarta, 12/09/2012

A China e o Brasil têm uma palavra a dizer na forma como o mundo se relaciona, considera o presidente do Instituto Brasileiro de Estudos da China e Ásia-Pacífico (IBECAP). Severino Cabral é um dos oradores de um seminário promovido pelo Instituto Internacional de Macau e pelo IBECAP, que decorre hoje no território, ao final da tarde.

 

“O Brasil e a China constituem dois pilares da ordem mundial que se está a desenvolver neste início de século”, aponta o académico. “Estabeleceram que os dois parceiros teriam de exercer uma influência consistente não só na relação bilateral, como em relação ao mundo.”

 

Para que tal aconteça, há que ampliar o diálogo estratégico entre os dois países. Severino Cabral lembra que há já um plano de cooperação a dez anos, voltado não só para aspectos económicos e financeiros, como também para o posicionamento político dos dois países ao nível das instâncias internacionais. Pequim e Brasília têm ainda um entendimento em relação a uma questão-chave para as duas potências. “Como trabalhar juntos para que o sistema internacional continue estável, voltado para o desenvolvimento dos dois países. É uma tarefa hercúlea, no meio da crise mundial, trabalhar para que níveis mais crescentes da economia, de desenvolvimento económico e de bem-estar para grande parte da Humanidade sejam sustentados”, refere.

 

Pelas características especiais que têm, China e Brasil desempenham um papel central num mundo em que as potências clássicas se encontram em crise, entende ainda Severino Cabral. “A China é o maior sistema de produção industrial do planeta e o Brasil é o que tem mais recursos naturais. Os dois associados constituem realmente um factor relevante na conjuntura internacional.”

 

Nem a diferença de sistemas políticos internos e a questão dos direitos humanos atrapalha a parceria, apesar de terem concepções diferentes sobre a matéria. Diz Severino Cabral que as principais críticas apontadas à China pela comunidade internacional não são um problema, porque o Brasil segue, há muito tempo, a mesma regra: “Não interfere em assuntos internos de outros países”.