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Álvaro Santos Pereira quer quadros portugueses de volta
Segunda, 10/09/2012

O ministro português da Economia e Emprego não fala de austeridade fora do país, por ser “regra do Governo” de Passos Coelho não tecer comentários sobre assuntos internos em deslocações ao exterior. Ainda assim, Álvaro Santos Pereira – em Macau para participar num fórum sobre economia e turismo – pronunciou-se sobre o aumento crescente de portugueses que fogem ao desemprego e à crise no país.

 

Para o governante, a onda de emigração – que se sente também em Macau – não é de hoje: cresceu de forma “sustentada” na última década. “O que temos de fazer é criar as condições para que muitas das pessoas que saíram do país possam voltar”, vincou. “Para tal temos de criar emprego, temos de pôr a economia a crescer e por isso é que nós demos prioridade total, no último ano, às reformas estruturais que implementámos.”

 

O ministro acredita que vai ser possível chamar a Portugal os quadros que deixaram o país. O Governo pretende ainda fazer do país a casa de novos investidores: diz Álvaro Santos Pereira que “estão para breve as novas leis sobre residência por investimento e sobre turismo residencial”. Serão meios para atrair investidores – a China é um dos objectivos.

 

Em declarações aos jornalistas, o governante realçou a importância das relações entre os dois países e recordou que, no próximo ano, se assinalam os 500 anos das relações luso-chinesas. “É importante mantermos o esforço bilateral para conseguirmos, tanto este ano como principalmente para o ano, ter soluções e medidas palpáveis para que possam aumentar os fluxos comerciais e de investimento entre os dois países, e entre a região de Macau e Portugal”, apontou.

 

Numa altura em que as exportações portuguesas para a China têm aumentado, o ministro quer apostar na diversificação dos mercados do turismo, razão que o trouxe ao território. “Interessa-nos continuar a apostar não só nos mercados chamados tradicionais, mas especialmente apostar também noutros mercados, como o mercado chinês, para conseguirmos obviamente aumentar a importância do turismo na economia nacional, quer para a criação de emprego, quer para a criação de riqueza”, afirmou.