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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Terça-feira)
Terça, 11/09/2012

A imprensa local dá grande destaque à possibilidade de voos directos entre Lisboa e a China. As primeiras páginas são ainda feitas com as medidas para a intensificação do transporte de carga aérea no território. Em Hong Kong, os jornais fazem a análise aos resultados das eleições para o Conselho Legislativo.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio destaca a previsão do director dos Serviços de Turismo, que espera o aumento de um dígito no número de turistas. Costa Antunes diz ainda que a capacidade de transporte de carga aérea pode duplicar, em altura oportuna. Na primeira página, ainda as declarações de Chui Sai On, a propósito das comemorações do Dia do Professor. O Chefe do Executivo assegurou que vai reforçar o sentido de responsabilidade e de missão no sector educativo.

 

O Ou Mun faz a primeira página com vários casos de crime, com o maior destaque a ser dado a um caso de burla. Um indivíduo finge ser funcionário da Companhia das Águas de Macau e pede dinheiro pela manutenção, normalmente 990 patacas. O homem, vestido com um fato, chega às casas das pessoas e diz estar ali para inspeccionar a qualidade de água e instalar filtros. A Polícia Judiciária está a investigar o caso. Noutro título lê-se que a PSP desvendou quatro casos relacionados com tráfico de droga. Em quatro dias foram detidas seis pessoas.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi diz que o Governo reverteu, esta manhã, um terreno que fica situado na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

No título principal, o Macau Daily Times destaca as eleições em Hong Kong. O jornal escreve que os “partidos do campo pró-democracia perdem eleições para o Conselho Legislativo” e que o “democrata Albert Ho se demite”. Ainda em grande plano na primeira página do Times, o Fórum Economia de Turismo, que sublinhou a história de sucesso no mundo do turismo Ásia-Pacífico.

 

O Business Daily diz, em manchete, que foi “pedido fim do monopólio de carga aérea”. O volume de carga em Macau está, pelo sexto ano, em rota descendente, uma situação que tem sido intensificada desde o início dos voos directos entre a China e Taiwan. O Governo pensa em descer as taxas de forma a inverter a situação e a atrair mais cargas aéreas para o território. Noutro destaque os residentes do NAPE, que “prometem levar a luta contra o metro ligeiro para tribunal”, isto se o Governo insistir no traçado que faz o metro passar pela Rua de Londres.

 

Já o Macau Post escreve, nas grandes, que o Governo consegue acordo para o aumento do limite de indemnização, para os contratos terminados sem justa causa. O sector laboral e patrões concordaram em alterar este ponto da Lei das Relações de Trabalho.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Jornal Tribuna de Macau escreve, em manchete, que “Lisboa quer voo directo para a China”. A ligação aérea entre Portugal e a China promete ser uma realidade só não se sabe quando. Pequim, Xangai e Macau são as três opções em análise. A fotografia remete para uma reportagem sobre o “regresso às aulas em português” na Escola Portuguesa.

 

O Ponto Final faz o título principal com a declaração do bispo José Lai que diz que “não é preciso impor a Educação Nacional” em Macau. No destaque lê-se que “Macau está na rota dos voos directos China-Portugal”. Há interesse das duas partes e estão a decorrer os trabalhos, diz o ministro português da Economia Álvaro Santos Pereira.

 

O Hoje Macau diz, em letras grandes, “o cheque é quem mais ordena”. Especialistas em política acreditam que os deputados “são a favor” das ajudas pecuniárias por “motivos eleitoralistas”, sendo que, assim, ninguém é capaz de ir contra a medida. A fotografia faz referência à cerimónia de encerramento dos paralímpicos “em grande estilo”.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post escreve que “votação cria bloqueio de peso a Leung”. Alguns analistas, ouvidos pelo jornal, prevêem que o Governo vai enfrentar uma legislatura mais dividida, com o crescimento do bloco radical no Conselho Legislativo. O matutino traz ainda, para a primeira, os rumores sobre o desaparecimento de Xi Jinping. O vice-presidente chinês não é visto em público há 10 dias.

 

O China Daily destaca também os resultados eleitorais de Hong Kong, mas numa perspectiva bastante diferente. No título lê-se: “grande vitória para o campo pró-Governo”. O matutino diz que a Administração fica agora numa “posição mais favorável” para a aprovação de leis, com o aumento dos deputados da ala tradicional.

 

O Standard escreve, no título principal, “radicais exercitam músculos”. O Governo enfrenta tempos difíceis depois dos democratas moderados terem saído “gravemente feridos” das eleições.