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Residentes menos satisfeitos com qualidade de vida
Segunda, 10/09/2012

De acordo com as conclusões de mais inquérito da Universidade de São José sobre qualidade de vida, referente ao terceiro trimestre do ano, os residentes estão menos satisfeitos com a vida em Macau. O 12º inquérito sobre a qualidade de vida abrangeu questionários telefónicos a mais de mil pessoas.

 

O Índice Pessoal de Qualidade de Vida e o Índice de Qualidade de Vida Nacional não deixam dúvidas. Face aos resultados obtidos no segundo trimestre do ano, o primeiro desceu 2.6 pontos para 62,5 por cento, já o segundo teve uma quebra de 2.5 pontos para 61,9 por cento.

 

Entre as várias razões que ajudam a explicar os resultados, o factor económico é aquele com maior peso. “Sentimos que esta conjuntura se relaciona, sobretudo, com a situação económica de Macau. Nos últimos anos, tem havido constantes problemas de inflação. As medidas de combate do Governo não têm surtido efeitos e a inflação continua alta, afectando a qualidade de vida e a saúde financeira das pessoas. Além disso, em termos globais, há a crise financeira que não parece que vá desaparecer tão rapidamente”, aponta Richard Whitfield.

 

O professor, responsável pela série de inquéritos sobre qualidade de vida, diz ainda que a inflação afecta o dia-a-dia das pessoas, uma vez que leva ao aumento dos preços das casas tal como os bens dos bens de consumo. Deste modo, os residentes sentem que a cidade tem condições para proporcionar uma melhor qualidade de vida.

 

Ainda assim este cenário não tira o sono à população, algo que surpreende Richard Whitfield. “Fiquei um bocado decepcionado, no sentido em que através dos dados verificámos que as pessoas de Macau dormem relativamente bem, não precisam de medicamentos (...) ora, isto é o reflexo de uma comunidade bastante saudável. Às vezes, quando fazemos pesquisas queremos chegar a conclusões bem mais dramáticas.”

 

Richard Whitfield vai agora procurar aprofundar o tema do sono, sobretudo, entre os residentes que trabalham por turnos. Uma ideia que fica adiada até que consiga reunir mais patrocínios, já que o professor está de saída da Universidade São José.