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Divisões prejudicaram pró-democratas, diz Arnaldo Gonçalves
Segunda, 10/09/2012

As divisões no campo pró-democrata prejudicaram os vários partidos da oposição ao Governo nas eleições para o Conselho Legislativo deste domingo. É a leitura do analista Arnaldo Gonçalves que, em declarações à Rádio Macau, destaca ainda a capacidade organizativa e mobilizadora das forças políticas pró-Pequim, que conseguiram 43 lugares no plenário, contra os 27 da ala pró-democracia (ainda assim, um número que garante aos pró-democratas o poder de veto).

 

Para Arnaldo Gonçalves, “o campo pró-democrata mostrou clara divisão e obtém pouco mais do que 50 por cento dos lugares de eleição directa, sendo o outro restante das forças pró-Pequim, que se apresentaram à eleição muito melhor organizadas, com uma estratégia bem pensada, potenciando os círculos eleitorais onde podiam assegurar a vitória, e fazendo um planeamento mais inteligente e oportuno de quais seriam os seus objectivos eleitorais.”

 

Ainda sobre os pró-democratas, Arnaldo Gonçalves critica também o facto de serem “uma alternativa crítica ou de ataque às políticas do governo de Hong Kong, mas não são uma alternativa de governo.”

 

De acordo com o analista, “a sua pulverização entre grupos, grupelhos e grupinhos mostra essa incapacidade de se apresentarem com uma visão alternativa para Hong Kong.” Arnaldo Gonçalves acrescenta que “já passou tanto tempo da transição para a China que faria sentido que essas forças tivessem capacidade de se agruparem e apresentarem um projecto credível.”

 

Para a nova legislatura que começa no dia 1 de Outubro, Arnaldo Gonçalves espera que o equilíbrio seja a nota dominante, destacando que o chefe do Executivo conseguiu uma importante base de apoio no Conselho Legislativo.

 

Por outro lado, Arnaldo Gonçalves acredita que CY Leung também deve ter aprendido uma lição a propósito da polémica com a disciplina de Educação Nacional: “Tem neste momento uma base de apoio significativa para levar as suas políticas para a frente, mas deve ter percebido, com certeza, que medidas avulsas que afrontem a cultura cívica de Hong Kong, o sentido de democracia profundo que está arreigado, contarão sempre com a revolta e o protesto das pessoas."