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Metro na Rua de Londres "foi escolha" da população
Sexta, 07/09/2012

Não houve alteração ao traçado do metro na Rua de Londres, diz o coordenador-adjunto do Gabinete de Infra-estruturas de Transportes (GIT), na reacção ao relatório divulgado ontem pelo Comissariado contra a Corrupção (CCAC) sobre o metro ligeiro de Macau. O comissariado liderado por Vasco Fong considera que não foram apresentados “fundamentos convincentes” nem “qualquer suporte científico e técnico” para substituir a Avenida Dr. Sun Yat-sen pela Rua de Londres no traçado do NAPE.

 

André Ritchie vinca, em declarações à Rádio Macau, que o percurso escolhido resulta de uma consulta pública: “Não houve uma alteração do traçado. Quando fizemos a consulta pública em 2006, havia dois traçados, duas alternativas, sendo que uma era pela via marginal e outra pela Rua de Londres. Optámos pela Rua de Londres e esta opção foi anunciada em 2007, também em consulta pública”.

 

O GIT está agora a analisar o relatório do CCAC. O traçado do NAPE é há muito contestado pelos moradores da Rua da Londres, que não querem o metro a passar pelo meio da via, com prédios de ambos os lados. A Administração tem insistido nesta opção e, mais uma vez, André Ritchie salienta as vantagens do percurso. “Não interessa à população um traçado com estações marginais, o que, de resto, foi sempre uma opinião manifestada ao longo das consultas públicas. Mas, naturalmente, há outros parâmetros a ter em conta, nomeadamente a viabilidade construtiva, os impactos para as infra-estruturas existentes ou para as que estão planeadas para determinado local, os custos, o impacto ambiental, etc.”, refere.

 

O coordenador-adjunto frisa que o relatório do CCAC “é muito complexo, de natureza técnica”, acrescentando que já foi mobilizada uma equipa técnica para ser feita “uma análise objectiva e detalhada” do documento. Só depois desta análise é que será tomada uma decisão em relação a uma eventual mudança de traçado: “Devemos pegar no relatório, analisá-lo objectivamente, e depois prepararmos um relatório para tomarmos uma posição. Neste momento, sendo que recebemos o relatório ontem, ainda não tivemos tempo suficiente para fazer esta análise”.