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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Quinta-feira)
Quinta, 06/09/2012

Os terrenos do La Scala continuam a fazer manchetes na imprensa local. Desta vez, está em causa o despacho assinado, em 2011, pelo secretário Lau Si Io. Os matutinos de Hong Kong analisam a decisão de C.Y. Leung de ficar em Hong Kong, cancelando assim a participação na cimeira Ásia-Pacífico, que decorre na Rússia. Em destaque ainda, a visita de Hillary Clinton a Pequim.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio foca o caso de uma empresa que contratou de forma irregular, e através de informações falsas, trabalhadores não residentes. O Gabinete de Recursos Humanos já veio rejeitar as acusações de existência de lacunas na aprovação dos pedidos, sublinhando que este foi um caso isolado. Entretanto, a Federação das Associações dos Operários já deu sugestões ao Governo para que se evitem repetições deste tipo de situações.

 

O Ou Mun coloca Lau Si Io em grande plano. O secretário para os Transportes e Obras Públicas nega a existência de eventuais falhas administrativas no processo de concessão dos terrenos, pelo actual Executivo, ao La Scala. O jornal fala ainda dos cinco terrenos, que já voltaram às mãos do Governo, depois de declarar a nulidade do despacho de concessão de 2006. Contudo, como não terminou o período para o recurso da decisão do Executivo, o matutino refere que os compradores ainda não foram reembolsados.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi está a destacar, nesta manhã informativa, a visita de Hillary Clinton a Pequim e as conversações sobre as contendas territoriais no Mar do Sul da China. A rádio diz ainda que a Mauritânia aceitou extraditar o ex- espião líbio,  Abdullah al – Senussi.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Business Daily destaca a declaração de Lau Si Io: “seguimos a lei no La Scala”. O Governo também anunciou estar a seguir os procedimentos legais para recuperar a restante área do terreno, que foi concedida no ano passado. Alguns deputados olham a decisão com bons olhos mas alertam o Executivo de que tem ainda de explicar o despacho, de Março de 2011, do secretário Lau Si Io sobre a revisão do contrato de concessão, quando já estava em curso uma investigação por suspeita de corrupção. Noutro título, o jornal destaca a previsão sobre o Euro que, no próximo mês, deve cair para o valor mais baixo em dois anos face ao dólar.

 

O Macau Daily Times diz, em manchete, que as companhias aéreas de baixo custo em Macau estão bloqueadas pela burocracia e pelo proteccionismo do Governo. O alerta é de operadores do sector. Já do ponto de vista do mercado asiático, é esperado um aumento para 50 por cento das operações “low-cost”. Em chamada de capa, lê-se que “a protecção às línguas ameaçadas começa em casa”.

 

O Macau Post coloca em grande plano mais uma polémica a envolver Steve Wynn. O magnata “nega ter ameaçado produtor de filmes pornográficos”. Steve Wynn e Joe Francis foram ontem ouvidos pelo júri. Noutro destaque de primeira página, o diário diz que a Nokia e a Microsoft vão unir forças para impulsionar o arsenal das empresas na guerra dos smartphones.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Jornal Tribuna de Macau escreve, em manchete, que a Reolian enfrenta quatro processos na Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego. Num dos casos, é investigada a saída de um motorista, durante uma carreira, para ir comprar comida. Mas a falha no cumprimento do horário e alterações de projectos sem autorização também originaram processos. O destaque fotográfico é feito com a AirAsia, que critica proteccionismo nos céus de Macau.

 

Na primeira página do Ponto Final lê-se, nas letras grandes, “sem despacho”. O Chefe do Executivo quer declarar a nulidade do despacho de Lau Si Io que aumentou a área de construção do La Scala, quando os terrenos já estavam a ser investigados por suspeita de corrupção. A fotografia é feita com o “homem do museu”. Yao Jing Ming será o responsável pelo novo Museu de Literatura.

 

O Hoje Macau realça que há “zero novos médicos em 132 vagas preenchidas”. O jornal refere que os Serviços de Saúde abriram entradas no quadro mas não se ganharam mais profissionais. Ainda em destaque na primeira página a batalha em tribunal de Steve Wynn. Magnata defende reputação atacada por patrão do porno.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post destaca a “crise na Educação” que leva C.Y. Leung a cancelar viagem à Rússia para a cimeira da Ásia-Pacífico (APEC). Com os protestos sobre a Educação Nacional a subirem de tom, o Chefe do Executivo decidiu ficar em Hong Kong. Mas C.Y. Leung está também a braços com outras controvérsias, como as novas regras para a habitação e a facilitação dos vistos de turismo na China. Esta é a primeira vez, desde a criação da RAEHK, que o líder máximo de Hong Kong falha a participação na APEC. Para fotografia principal o matutino escolhe um dos momentos do encontro entre a secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton e o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao. Nos dois dias de conversações em Pequim, os dois países “falharam a resolução de diferenças diplomáticas” sobre a violência na Síria e também sobre as crescentes tensões por causa das contendas territoriais no Mar do Sul da China.

 

O  China Daily também coloca em grande destaque a visita de Hillary Cliton a Pequim, mas a fotografia escolhida é a da secretária de Estado com o presidente chinês Hu Jintao. Analistas dizem que dia agitado de reuniões vai ajudar a acalmar tensões entre Pequim e Washington. E uma das questões discutidas foi exactamente a das contendas territoriais no Mar do Sul da China. Enquanto Clinton ainda estava em Pequim, a China prometeu tomar “as medidas necessárias para defender o território”. Na coluna, o jornal diz também que a promessa de Pequim  vem na sequência da uma notícia de Tóquio, que diz que vai “comprar” das ilhas Diaoyu.

 

O Standard também destaca o cancelamento da viagem de C.Y. Leung à Rússia para a reunião da APEC – a cimeira Ásia Pacífico. Na fotografaia, aparece um activista com um corte de cabelo com os caracteres chineses que significam “não lave”. Os manifestantes alegam que a introdução da disciplina de Educação Nacional nas escolas é uma tentativa de lavagem cerebral.