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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Sexta-feira)
Sexta, 31/08/2012

O plano, no valor de 5 mil milhões, para a revitalização da Doca dos Pescadores e as declarações da directora substituta dos Serviços de Educação e Juventude sobre a disciplina de Educação Nacional fazem os principais títulos da imprensa local. Em Hong Kong, os olhos estão postos na visita de Angela Merkel a Pequim.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio destaca o arranque do novo ano lectivo, com um ligeiro decréscimo no número de alunos. Os Serviços de Educação e Juventude prometem continuar a maximizar os recursos para melhorar a qualidade da educação. O diário sublinha ainda que, apesar de não haver, para já,  Educação Nacional nas escolas, a disciplina é facultativa. O diário dá ainda conta de que, a partir de amanhã, é aberta uma nova via especial para alunos na fronteira das Portas do Cerco.

 

O Ou Mun escreve, em destaque, que foram registados 12 mil casos, nos primeiros sete meses, de infracções por estacionamento nas paragens de autocarros. Noutro título, lê-se que os Serviços de Educação e Juventude vão promover um plano curricular piloto para algumas escolas do ensino primário. Um total de 10 milhões de patacas será atribuído ao conjunto de oito escolas que decidiram participar no projecto. Ainda em destaque, a contratação de cerca de 500 docentes para este ano lectivo.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi diz, nesta manhã informativa, que a deputada Kuan Tsui Hang solicita medidas para o aumento da segurança no uso de cartões electrónicos.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Business Daily destaca a queda “drástica” do crescimento do PIB no segundo trimestre. Nesse período, o Produto Interno Bruto cresceu apenas 7,3 por cento. O Governo justifica os resultados com os abrandamentos na exportação de serviços no âmbito do jogo, na despesa total de visitantes (à excepção do jogo) e no investimento. No primeiro trimestre, a economia de Macau tinha crescido 18,6 por cento. Outro destaque indica que as “casas são uma dor de cabeça para os expatriados”. Agências imobiliárias alertam para a dificuldade dos estrangeiros em encontrarem em Macau uma casa espaçosa e a preços acessíveis.  

 

O Macau Daily Times escreve, no título principal, “menos estudantes e mais subsídios” e “directora substituta dos serviços de educação defende Educação Nacional”. São as principais conclusões da conferência de imprensa de ontem nos Serviços de Educação e Juventude sobre o arranque do novo ano lectivo. Em destaque fotográfico, está a doca dos pescadores. A empresa de David Chow, a Macau Legend, planeia investir 5 mil milhões de dólares de Hong Kong na recuperação do complexo até 2015. 

 

O Macau Post faz mesmo manchete com o plano de David Chow. O jornal sublinha ainda que o vulcão vai ser destruído durante as obras de remodelação. A Sociedade de Jogos de Macau, de Stanley Ho, investiu 480 milhões de dólares de Hong Kong na empresa de David Chow. Ainda na capa do Post: “Governo de Hong Kong luta para dar prioridade aos locais no mercado imobiliário”. C.Y. Leung apresentou ontem uma série de medidas para assegurar a venda de determinados edifícios habitacionais apenas aos 7 milhões de residentes.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Jornal Tribuna de Macau realça as declarações da directora substituta dos Serviços de Educação e Juventude sobre a Educação Nacional. Kuok Sio Lai diz que a disciplina “é indispensável” para melhorar a qualidade e o civismo dos alunos. Em destaque fotográfico “a nova doca dos pescadores” que deve ficar pronta em 2015. A SJM junta-se à empresa de David Chow no projecto. Noutros destaques, lê-se que um melhor abastecimento de água “só com preços mais elevados” e PIB abrandou mas subiu 7,3 por cento no segundo trimestre.

 

O Ponto Final destaca, na primeira página, o “apoio escondido”. O Governo vai alterar as regras do Regime Geral do Apoio Judiciário, mas ontem recusou esclarecer os deputados sobre o patamar de pobreza a partir do qual será concedida assistência jurídica sem custos. Outro título deste matutino é “professores procuram-se”, a propósito das declarações da directora substituta dos Serviços de Educação e Juventude sobre “falta” de docentes.

 

O Hoje Macau coloca em grande plano o empresário David Chow, com o título “o homem certo”. O empresário “cumpre promessa e avança com projecto de 5 mil milhões para revitalizar a Doca dos Pescadores”. Uma chamada de primeira página remete para as declarações da presidente da Capitania dos Portos. Susana Wong diz que “depois da polémica das tarifas dos autocarros”, o Governo tem de “ter mais cuidado”. O Governo não autoriza aumentos nas taxas de abastecimento de água.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post diz, em manchete, que as medidas para a habitação “são demasiado fracas”. É a reacção de vários analistas às políticas anunciadas ontem. O Chefe do Executivo, C.Y. Leung, apresentou um plano com 10 pontos para garantir casas aos residentes e para arrefecer o mercado imobiliário. Em destaque fotográfico, a chanceler Angela Merkel e o primeiro-ministro Wen Jiabao. A imagem foi captada na cerimónia de boas-vindas à chanceler alemã. No título, o matutino destaca: “Wen diz a Merkel estar preocupado” com a crise da dívida europeia. O líder do Governo chinês quer saber, por um lado, se a Grécia vai mesmo deixar a zona euro, por outro, se a Espanha e a Itália terão de pedir resgates financeiros.

 

O  China Daily coloca este encontro em grande plano. Na manchete lê-se que “Wen dá uma mão à zona euro”. O primeiro-ministro afirma que China continuará a comprar títulos do Tesouro da União Europa, mas só depois de avaliar plenamente os riscos do investimento. Pequim também assinou um acordo com a Alemanha para a compra de 50 Airbus. No encontro com Angela Merkel, na capital chinesa, Wen Jiabao também disse esperar que a União Europeia possa encontrar um equilíbrio entre as medidas de austeridade e os estímulos à economia.

 

O Standard escreve, nas grandes, “casas em acção”. O jornal traz para a primeira página, as medidas para a habitação, anunciadas pelo Governo de Hong Kong. O Standard diz que foram dados “novos passos” para o arrefecimento do mercado imobiliário. O Chefe do Executivo, C.Y. Leung deixa a garantia de que vai seguir a política de “terras de Hong Kong para os residentes de Hong Kong”.