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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Quinta-feira)
Quinta, 23/08/2012

Os jornais de Macau prestam bastante atenção às bolinhas de plástico detectadas nas praias de Coloane. As autoridades pedem precaução aos residentes, enquanto decorrem as operações de limpeza. Ainda na actualidade local, a suspensão dos serviços de uma farmácia, suspeita de venda de produtos contrafeitos. Os jornais em língua portuguesa trazem as reacções do sector às nomeações para o Conselho Profissional do Pessoal Docente. Em Hong Kong, os jornais em língua inglesa continuam a fazer manchetes com os activistas das Ilhas Diaoyu.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio traz em grande plano as bolinhas de plástico que vieram das águas de Hong Kong para as praias de Macau. O Governo diz que não foram encontradas partículas de plástico nos mariscos vendidos em Macau. Ainda assim, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais apela à população que limpe os interiores e lave bem o peixe e mariscos antes de os cozinhar. Já foram removidos cerca de 5 quilos de partículas de plástico nas duas praias de Coloane e o grupo Sinopec, de Hong Kong, responsável pela fuga das bolinhas para as águas, já garantiu que vai ajudar os serviços de Macau nos trabalhos de limpeza. O Va Kio escreve ainda na primeira página que as autoridades suspenderam o funcionamento de uma farmácia, na zona norte, por alegada venda de produtos falsificados. Os patrões, o farmacêutico e também os vendedores foram detidos.

 

O Ou Mun destaca também esta notícia. O jornal fala na detenção seis pessoas. Os três proprietários e o farmacêutico estão acusados de infracções contra a saúde pública e contra a economia. O matutino realça também que a proposta de lei sobre as Contas Individuais de Previdência vai ser votada na Assembleia Legislativa até ao final do mês. A análise na especialidade foi concluída. Na capa do Ou Mun está ainda a Ilha da Montanha. A ilha tem agora o poder de registo de fundos estrangeiros, o que facilita o investimento de Macau. As autoridades chinesas prevêem que este vai ser um grande passo na exploração do local.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

Nesta manhã informativa, a Ou Mun Tin Toi diz que, no ano passado, a estimativa preliminar do superavit da Balança de Pagamentos de Macau foi de 81,6 mil milhões de patacas. Noutra notícia, as declarações da deputada Kuan Tsui Hang que questiona a falta de fiscalizações nos procedimentos para a emissão de licenças de exploração de instalações eléctricas.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Business Daily escreve “dicas de Singapura para o ‘boom’ da habitação pública”. Em Singapura, cerca de 82 por cento dos residentes vivem em habitação pública. Macau está ainda “longe” desta percentagem, mas há previsões de que, em dois anos, a habitação pública represente mais de um quarto das casas do território. Em destaque, na primeira página, ainda o Fundo de Previdência, que a 15 de Outubro vai ter já uma base jurídica para as contas individuais dos residentes. A Assembleia Legislativa concluiu a análise do diploma na especialidade e o plenário deve ser agendado para a próxima semana. O Bussiness Daily foca ainda a abertura do Cotai Central. A segunda fase abre em Setembro, uma “boa altura para beneficiar a indústria”, já que este mês costuma ser fraco para o jogo.

 

O Macau Daily Times diz na manchete que “bolinhas de plástico de Hong Kong atingem praias de Macau”. Até à tarde de ontem, 5 quilos de bolinhas de plástico foram retirados das praias de Coloane. Em destaque fotográfico, o matutino sublinha que há uma “explosão de detectives privados”. Com o crescimento económico, há cada vez mais “homens ciumentos” a querer vigiar as suas mulheres.

 

O Macau Post coloca também em grande plano que as praias de Coloane estão a ser limpas e que já foram recolhidos cinco quilos de bolinhas de plástico. O jornal publica uma fotografia desta operação especial de limpeza nas duas praias. Ainda na capa deste jornal, a notícia de que as autoridades encontraram quase 70 produtos falsificados numa farmácia da zona norte. A operação surge na sequência de algumas denúncias.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

A manchete do Ponto Final é “conselho de docentes inútil”. Professores, ouvidos pelo jornal, dizem que o conselho “não é verdadeiramente últil”, defendendo um estatuto com mais poder na gestão das escolas privadas. O novo Conselho Profissional do Pessoal Docente entra em funcionamento em Setembro. O destaque fotográfico, com o título “China está mais humana”, é feito com a entrevista ao presidente do Observatório da China. Rui D´Ávila Lourido afirma que há problemas de direitos humanos mas “é notável a evolução”.

 

O Hoje Macau destaca as famílias que recusam casas económicas em Coloane, por serem pequenas e ficarem longe. Mais de metade das famílias convocadas para escolher um apartamento em Seac Pai Van faltou. Em chamada de capa ainda a lista dos responsáveis que integram o Conselho Profissional do Pessoal Docente. O matutino escreve “já se sabe quem vai avaliar as queixas dos professores”. Na fotografia referência para a exposição de 56 olhares sobre “o doce e o amargo” da China.

 

O Jornal Tribuna de Macau faz manchete com a lista dos 13 membros para o Conselho Profissional do Pessoal Docente. O matutino diz haver “dúvidas” quanto aos nomes escolhidos para o conselho. Uma responsável da área da educação e um deputado “temem que os escolhidos não tenham experiência suficiente para enfrentar os desafios”. Na fotografia de capa, o diário escreve que residentes “queixam-se” do aumento “rápido” e “descontrolado” dos combustíveis. Na primeira página, o JTM sublinha ainda que houve 70 por cento de desistências para a escolha de T3 em Seac Pai Van.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post publica a fotografia da chegada dos últimos activistas das Ilhas Diaoyu a Hong Kong. O diário diz que os sete activistas foram recebidos como “heróis” por centenas de pessoas na doca da Tsim Sha Tsui. Estes activistas integraram o grupo, que foi detido pelas autoridades japonesas nas Diaoyu, enquanto reclamava a soberania chinesa sobre o arquipélago. Na coluna lê-se “nenhum indício para retirada da educação nacional”. Um corpo consultivo, criado para a troca de ideias com a população sobre a introdução da disciplina nas escolas, realizou, ontem, a primeira reunião, mas não colocou a hipótese do Governo desistir da ideia de tornar obrigatória a Educação Nacional nos currículos de todas as escolas. Em Hong Kong, houve já protestos, porque várias pessoas consideram a introdução da disciplina nas escolas uma tentativa de lavagem ao cérebro das crianças.

 

O China Daily destaca que o sistema de emissão de passaporte vai tornar-se “mais eficiente”. A população flutuante vai poder requerer o documento nas seis maiores cidades chinesas: Pequim, Tianjin, Xangai, Chongqing, Cantão e Shenzhen. A medida permite que os cidadãos a viver nestas cidades não tenham de regressar à terra de origem para fazer o passaporte ou requerer vistos para Macau, Hong Kong e Taiwan. Noutro título, “acordo para livre comércio com a Coreia do Sul enfrenta obstáculos”. Uma fonte diz ao jornal ser “pouco provável” que as conversações entre a Coreia do Sul e a China dêem frutos, pelo menos nos próximos dois anos. Seul e Pequim estão “em desacordo” quanto a “pontos-chave” para a concretização do acordo de comércio livre.

 

O Standard faz, mais uma vez, a manchete com os activistas das Ilhas Diaoyu. No título lê-se “era fazer ou morrer”. Os activistas levaram apenas comida e combustível suficiente para um dia. O barco de pesca Kai Fung 2 atracou, ontem, em segurança em Tsim Sha Tsui.