Em destaque

18 de Abril de 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9,1616 patacas e 1,1296 dólares norte-americanos.

 

Carlos Monjardino defende continuidade para o IPOR
Quarta, 22/08/2012

A nomeação de João Laurentino Neves para o cargo de director do Instituto Português do Oriente (IPOR) não vai corresponder a mudanças de fundo no organismo, acredita o presidente da Fundação Oriente. Em declarações à Rádio Macau, Carlos Monjardino preferiu não se alongar sobre o que será a futura direcção, mas sublinha que o IPOR vai reforçar o ensino de Português enquanto língua estrangeira.

 

“Deve ser a continuação do bom trabalho que tem sido feito nos últimos anos, como os números indicam. Temos tido um grande afluxo de alunos e há uma procura que tem de ser tratada devidamente, ou seja, temos de ir pensando em novas coisas para fazer dentro do IPOR”, referiu. “Penso que [temos] de estar mais ligados à Administração de Macau, na medida em que o trabalho que fazemos tem que ver com a política educativa do território”, apontou Carlos Monjardino.

 

João Laurentino Neves tem desempenhado cargos ligados à difusão da cultura, mas tal não significa, para o presidente da Fundação Oriente, que o IPOR mude de rumo. “Hoje seria um bocado difícil de admitir que o IPOR fizesse um ziguezague e fosse agora sobretudo estar na área cultural”, apontou, salientando no entanto que “o ensino já é área cultural”. “Mas aquilo a que se chama cultura, acho que não, é impensável, por muito perfil que a pessoa tenha”, disse.

 

Carlos Monjardino vai reunir-se com o novo director do IPOR na próxima semana. João Laurentino Neves sucede a Rui Rocha e tem um mandato de três anos.