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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Terça-feira)
Terça, 21/08/2012

Os matutinos de Macau trazem em grande plano o reordenamento da zona do Iao Hon, colocando a tónica nas dificuldades que o projecto enfrenta. Nos jornais em língua chinesa é também dada importância ao regresso da carne de vaca fresca ao mercado. Em Hong Kong, os diários em língua inglesa dão maior destaque à sentença de Gu Kailai, condenada a pena de morte suspensa.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio puxa para o início da primeira página a proposta de lei da Actividade de Mediação Imobiliária. O Instituto de Habitação não cedeu aos deputados da 1ª comissão Permanente da Assembleia Legislativa e, por isso, não vai ser fixado, no diploma, um limite mínimo para as comissões das agências. O diário traz ainda o caso de uma empregada doméstica vietnamita suspeita de agredir com um cabide a filha de três anos do empregador.  O Va Kio foca também a notícia de que a empresa abastecedora voltou a fornecer carne de vaca fresca, depois de uma paragem de cerca de 10 dias. A carne chega, no entanto, mais cara 3 patacas por 600 gramas.

 

O Ou Mun diz que a população espera “a implementação do plano de reordenamento da zona do Iao Hon o mais rapidamente possível. O jornal destaca as declarações de Lao Iong, chefe do Departamento de Planeamento Urbanístico, que refere que o maior obstáculo à reabilitação é o facto de não ser claro quem são os proprietários de alguns dos edifícios. O diário também noticia que a carne de vaca fresca voltou ontem ao mercado. Ainda na capa do Ou Mun, o acompanhamento da abertura, no domingo, da via especial para motociclos na Ponte Sai Van. Os motociclistas consideram que a nova via aumenta a segurança.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

Nesta manhã informativa, a Ou Mun Tin Toi sublinha que não houve grandes mudanças em termos de frequência na utilização da via especial de motociclos na Ponte Sai Van, nestes primeiros dias de funcionamento. A rádio dá conta também da detenção de um indivíduo no Terminal Marítimo, suspeito de transporte de produtos falsificados. Noutro caso de polícia, há a suspeita de fogo posto numa loja de jogos, na Travessa dos Anjos, tendo as chamas queimado a fachada do edifício.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Business Daily destaca que Macau “vai pagar a conta da nova fronteira”. Apesar de não haver ainda um calendário ou orçamento há já acordo entre a RAEM e Guangdong. Segundo o director das obras públicas, Jaime Carion, independentemente do valor, é Macau que irá assumir os custos do projecto. Em chamada de capa, a habitação económica da Ilha Verde, que, escreve o jornal, afinal “não é assim tão económica”. Os 500 apartamentos vão ser colocados no mercado no próximo mês e os preços são mais altos do que os dos outros três projectos de habitação pública vendidos nos últimos dois anos. Em foco na capa do Bussiness Daily estão ainda os taxistas. A propósito do lançamento da Liga de Táxis de Macau, um representante do sector alerta para a dificuldade de se conseguirem seguros para esses automóveis.

 

O Macau Daily Times escreve na manchete que “Iao Hon precisa de ser reabilitado”, no entanto, incertezas quanto à identidade dos proprietários de determinados edifícios estão “a dificultar a remodelação”. Na capa deste diário espaço ainda para Gu Kailai. A mulher de Bo Xilai, ex-dirigente chinês caído em desgraça, foi condenada a pena de morte suspensa.

 

A sentença de Gu Kailai também vem em grande plano na primeira página do Macau Post. O diário publica até uma imagem, retirada da CCTV, de Gu Kailai em tribunal, na altura em que conhece o veredicto. Mas o diário puxa para manchete a nova Liga de Táxis, que “pondera” pedir ao Governo um “novo aumento da tarifa neste ano”.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Hoje Macau faz capa com Li Cunxin, o bailarino que “afrontou a liderança de Pequim e conquistou Hollywood”. Numa entrevista exclusiva ao jornal, Li Cunxin afirma que “a China está longe de ser uma democracia”. Em chamada de capa lê-se “David Chow promove a união dos taxistas”, com o diário a sublinhar que “o empresário está sempre activo”. Noutra chamada de capa, a venda de imóveis: “lei não define comissões de mediadores”.

 

O Jornal Tribuna de Macau escreve na manchete que Monjardino “quer mais subsídios” do Governo de Macau para o IPOR. O presidente da Fundação Oriente disse ainda ao JTM que o novo director do IPOR “está escolhido e não é de Macau”. Na fotografia, o Iao Hon, cuja reabilitação enfrenta “vários entraves”. Em chamada de capa, as cinco associações de taxistas que se unem numa liga.

 

O Ponto Final destaca que os táxis estão “sem seguro”. As seguradoras de Macau estão a rejeitar o seguro obrigatório para os 200 novos táxis licenciados para rolarem em Setembro e que assim não podem sair da garagem. David Chow, encabeçou ontem um manifesto lançado pela Liga de Táxis, prometendo interceder junto da Autoridade Monetária para resolver o impasse. O destaque fotográfico vai para a Air Macau. Em entrevista ao Ponto Final, Peter Harbison, presidente da consultora “Centre for Asia Pacific Aviation”, afirma que as operações da companhia aérea de bandeira da RAEM são “um grande constrangimento” à evolução das “low-cost”.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post traz em grande plano a sentença de Gu Kailai, que, escreve o diário, “escapou à pena de morte”. No entanto, lê-se que “a pena para a mulher de Bo Xilai, ex-dirigente caído em desgraça, “falha em apaziguar os cépticos”, que afirmam que o “julgamento foi ensaiado”. Gu Kailai foi condenada a pena de morte suspensa, que vai, possivelmente, equivaler a prisão perpétua, pelo homicídio do empresário britânico Neil Heywood. Noutra notícia de capa, o jornal diz que são escassas as informações em inglês acerca dos candidatos ao Conselho Legislativo. Metade, das 74 listas, tem apenas pormenores em língua chinesa.

 

O Standard também faz capa com Gu Kailai. Na manchete lê-se “presa por homicídio”, “Gu Kaikai condenada a pena de morte suspensa”. A mulher de Bo Xilai, político caído em desgraça, confessou ter envenenado Neil Heywood, um empresário britânico que tinha negócios com a família. O tribunal justifica a suspensão da pena de morte com o facto de Gu Kailai ter admitido a culpa, demonstrado remorsos e cooperado com a investigação.

 

Já o China Daily faz apenas uma chamada de capa com a sentença de Gu Kailai. O diário destaca, antes, a notícia de que os “produtores vêem vermelho em cima dos subsídios para vinhos”. O jornal fala num crescente “atrito comercial” entre a China e a União Europeia. O Governo chinês está a investigar se os enólogos europeus estão a ser subsidiados e a despejar os produtos na China. Uma acção que os analistas lêem como a última resposta de Pequim ao aumento do proteccionismo na União Europeia contra o país. Na fotografia de capa uma das fontes de Paris que, na sombra da Torre Eiffel, “tem bom uso” no domingo enquanto uma onda de calor “varre” a Europa. A imagem mostra um homem a atirar-se para a água da fonte parisiense.