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Fórum Macau defende um melhor ensino do português na China
Segunda, 13/08/2012

O secretário-geral do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa defende que o ensino do português, enquanto língua estrangeira, tem de ser melhorado na China. “Neste momento, há muita procura por pessoas que falam português no Interior da China. Há muitas cidades que ensinam a língua portuguesa nas suas faculdades de letras mas acho que ainda é preciso elevar a qualidade deste ensino (...) as universidades do Interior da China podem aproveitar esta oportunidade para trocar informações e assim pode-se aprender mutuamente”, afirmou Chang Hexi, no final do primeiro colóquio sobre o Ensino das Línguas Chinesa e Portuguesa, que arrancou hoje na Universidade de Macau.

 

Para Chang Hexi, o papel de Macau, neste âmbito, é exactamente o de plataforma para o debate. “Através da organização deste tipo de colóquios, todos os países de língua portuguesa podem concentrar-se aqui em Macau e aproveitar bem esta plataforma para trocar impressões e para melhorar o ensino destas línguas. Esse é o papel que uma plataforma como Macau tem de desempenhar e está a fazê-lo.”

 

A presidente da Sociedade Internacional de Português como Língua Estrangeira concorda com o secretário-geral do Fórum Macau. No território para participar no colóquio, Edleise Mendes sublinha a importância desta região para a aproximação do português e do chinês. “É o ponto de difusão e de diálogo dessas línguas. É a partir de Macau que todas as acções, como a formação de professores e a criação de materiais, de recursos e de perspectivas de ensino vão ser possíveis. Macau é o lugar a partir do qual esse diálogo entre a língua portuguesa e a língua chinesa é possível”.

 

De acordo com Edleise Mendes um dos principais pontos de discussão vai ser a formação de professores. A também representante da Universidade Federal da Baía destaca que, pelo menos no Brasil, há falta de professores qualificados face à crescente procura pelo ensino do português e também do mandarim. Por isso mesmo, a docente acredita que este “é o momento” para todos trabalharem juntos para fazer “essas duas línguas crescerem de mãos dadas”.

 

O debate sobre o ensino destas línguas, tem a duração de duas semanas e é dividido entre Macau e Pequim. A iniciativa do Fórum Macau prevê, além de palestras, também visitas nos dois locais para 30 autoridades e especialistas de países lusófonos.