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Túnel de Hengqin: Relatório aponta várias causas do acidente
Segunda, 13/08/2012

Está concluído o relatório sobre a derrocada do túnel subaquático do campus da Universidade de Macau na Ilha da Montanha. De acordo com uma equipa de peritos da Universidade de Tongji, o acidente de 19 de Julho deveu-se a factores como “a complexa condição geológica do estaleiro”, onde existem “camadas poucas rígidas, que não favorecem a execução de obras”, às “intensas chuvas” nos dias anteriores ao acidente, ao excesso de escavações e insuficiências na estrutura que suportava o túnel. Estes factores originaram um desequilíbrio de força na parede de suporte, resultando no desabamento.

 

Não houve vítimas, mas a marcha da obra sofreu atrasos. Ainda assim, o Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI) sublinha que a “segurança e a qualidade na execução da obra são os factores prioritários para o Governo”.

 

Diz ainda o GDI que “todos os prejuízos e atrasos que decorrem do incidente são das responsabilidade do empreiteiro”.

 

À empresa Nam Yue foi ainda pedido “um plano de execução viável para retomar a obra”. De acordo com o relatório, a parte da estrutura principal do túnel entretanto já contruída, “não foi afectada pelo acidente”.

 

Para evitar novos acidentes, prevê-se um reforço da fiscalização. Enquanto estiver sob construção, o novo campus na Ilha da Montanha está sujeito à legislação da China, mas também à obrigação de cumprimento dos critérios de qualidade e normas de concepção de Macau. Actualmente, há 14 equipas de fiscalização no terreno a acompanhar as obras.

 

Em comunicado, o GDI diz que “vai ser considerado o grau de participação das entidades fiscalizadoras de Macau no empreendimento”, e também que “vai ser intensificado o actual mecanismo de comunicação” entre as várias partes para “controlar a execução dos trabalhos e garantir a segurança e qualidade”.