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Levantadas novas suspeitas acerca da Sands China
Sexta, 10/08/2012

O Wall Street Journal trouxe a público novas suspeitas sobre a Sands China. Hoje, o jornal norte-americano escreve que as autoridades dos Estados Unidos estão a investigar negócios do império de Sheldon Adelson envolvendo está o Centro Adelson, o patrocínio de uma equipa chinesa de basquetebol e o contrato para as carreiras marítimas entre Macau e Hong Kong.

 

O Centro Adelson foi apresentado em 2007 e, durante 18 meses, trabalhou-se no projecto, tendo, mais tarde, sido abandonado. O objectivo do centro era ajudar empresas norte-americanas a entrarem no mercado chinês.

 

De acordo com o Wall Street Journal, o Centro Adelson é agora um dos investimentos do império do magnata investigado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

 

Em causa está a possibilidade de terem sido violadas as disposições norte-americanas que proibem empresários do país de manterem relações de origem duvidosa noutras jurisdições. No caso em apreço, faltarão documentos que comprovem os negócios em causa.

 

Fontes do jornal explicam que, além de um pagamento de 50 milhões de dólares feito pelo Centro Adelson para aquisição de imobiliário, em causa está também o patrocínio de uma equipa de basquetebol na China e o contrato que permite à Sands operar barcos entre Macau e Hong Kong.

 

No entanto, as mesmas fontes dizem que não terá havido envolvimento directo do magnata, nem nada indica que haja suspeitas sobre a integridade dos gestores de topo da empresa – isto de acordo com os resultados preliminares de uma comissão que apresentou as conclusões aos reguladores do jogo do Nevada, a quem compete uma avaliação final.

 

Ainda assim, explica o Wall Street Journal, a falta de registos pode ser um problema para a Sands China, uma vez que as autoridades norte-americanas têm regras rígidas em relação a esta matéria. Tanto a empresa como os investigadores do caso recusaram fazer comentários ao jornal.

 

 O Centro Adelson seria desenvolvido não em Macau, mas na Ilha da Montanha. A ideia nasceu em 2005 e envolveria mil milhões de dólares. Nenhum dos antigos responsáveis pelo centro está a ser investigado, mas as autoridades americanas estão de olho num empresário chinês, Yang Saixin, que a Sands terá contratado como consultor.

 

Quanto à equipa de basquetebol, trata-se de um emblema de Shenzhen que passou a chamar-se Wei-Li-Shan (ou seja, Venetian) depois de Yang Saixin ter comprado a equipa. A Sands estava proibida de o fazer mas terá doado 8 milhões de dólares.  Não se sabe o que aconteceu a parte deste dinheiro.

 

 Sob investigação estão ainda transacções que estiveram na origem do serviço de “ferry” entre Macau e Hong Kong feito por uma empresa operada em parceria com uma companhia de Guangdong, que poderá ter ligações a Yang Saixin. Neste caso, o Wall Street Journal escreve que não é nítido o que terá despertado o interesse das autoridades norte-americanas.