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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Sexta-feira)
Sexta, 10/08/2012

As reservas financeiras e o balanço da criminalidade são os temas que dominam hoje a imprensa de Macau em chinês, português e inglês. Quanto aos jornais que nos chegam do outro lado do Delta do Rio das Pérolas, os maiores destaques vão para o julgamento de Gu Kailai, a mulher do ex-chefe do Partido Comunista de Chongqing, Bo Xilai.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O jornal Va Kio informa no título principal que, em finais de Junho, o saldo orçamental de Macau era superior a 56 mil milhões de patacas, uma revelação do secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, que foi à Assembleia Legislativa explicar aos deputados a contas do Governo.

 

Chan Chak Mo, o deputado que preside à Comissão de Acompanhamento para os Assuntos das Finanças Públicas, revelou que há deputados que sugeriram o estabelecimento de um fundo de desenvolvimento de habitação e também um fundo de desenvolvimento para a educação, com vista a suportar o desenvolvimento sustentável de Macau no futuro.

 

Sobre este tema, o Va Kio diz ainda que o retorno da reserva financeira e cambial ultrapassa os mil milhões de patacas. Ao todo, acrescenta o jornal, as três grandes reservas financeiras, a reserva básica, extraordinária e cambial, registam actualmente 290 mil milhões de patacas.

 

A mesma matéria surge em foco também na primeira do jornal Ou Mun: “Governo revela que o valor das reservas financeiras e cambiais atinge as 290 mil milhões de patacas.” Na primeira metade do ano, o saldo era de mais de 56 mil milhões.

 

O Ou Mun destaca afirmações de Francis Tam: diz o secretário que não se encontra qualquer problema com o funcionamento do Fundo de Segurança Social no curto prazo. Estima-se o Governo vá injectar no fundo cerca de 5 mil milhões de patacas.

 

Mais números noutro título: cerca de 900 milhões de patacas é o valor da receita do novo imposto de selo, no primeiro semestre.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

No canal chinês da Rádio Macau, está em destaque Tam Kuong Man. O presidente do Instituto de Habitação afirma que vai ponderar sobre a reabertura do novos concursos para habitações públicas.

 

Outra notícia da Ou Mun Tin Toi: grupo de turistas da China insatisfeitos com o itinerário e a refeição que lhes foram apresentados em Macau.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

“Clube Náutico pode desintegrar-se”, lê-se na manchete do Jornal Tribuna de Macau (JTM). É um aviso de Rui Cunha. O advogado, ex-presidente do Conselho Fiscal do Clube Náutico, considera a desintegração é  um risco que existe “se as polémicas não terminarem”.

 

Grande destaque, também, para uma reivindicação: “Arquitectos defendem cadernos de encargos nas línguas oficiais”. “Em alguns concursos públicos”, explica o jornal, “o programa e o caderno de encargos surgem apenas em chinês”, algo que arquitectos ouvidos consideram inaceitável.

 

A primeira do JTM tem, ainda, duas breves: “Tuna Macaense continua em busca de espaço” para ensaiar; e “Instituto Cultural quer avaliar condições do Convento da Ilha Verde”.

 

O Hoje Macau escreve na manchete que “O sol já não brilha no Estoril – casinos portugueses de Stanley Ho em quebra. Ambrose So descarta novos investimentos.”

 

“As 11 finalistas do concurso de beleza Macau Cover Girl” também aparecem em destaque na primeira do Hoje Macau que tem espaço, ainda, para dois títulos: “Deputados pedem ousadia – Executivo devia investir reservas”, e “Governo despreocupado – Crime violento aumenta 16,8 por cento”.

 

“Dragão na reserva”, escreve o Ponto Final na manchete. “Macau já comprou metade dos títulos em renminbi autorizados em Março pelo Banco Popular da China.

 

O outro tema que divide as atenções é o balanço da criminalidade: “Seitas ‘controladas”, diz o título. “A garantia é dada pelo secretário para a Segurança”.

 

O Ponto Final chama, ainda, à primeira página a notícia de que a MGM está “pronta para o Cotai” e que o Varyag, “o porta-aviões da era soviética, que esteve para ser casino em Macau, junta-se à armada chinesa a 1 de Outubro”.

 

O semanário O Clarim destaca como tema principal da edição de hoje a ida de Chui Sai On à Assembleia Legislativa: “Chefe do Executivo responde aos deputados”, escreve o jornal.

 

Destaque, também, para uma entrevista com Augusto Lizardo, sobre o lodo das águas de Macau: “Solução depende da China”; e, ainda, três títulos: “Seitas estão controladas”, “Paulina Santos deixa Parques Industriais”; e “Tung Sin Tong em selos”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O balanço da criminalidade em Macau na primeira metade do ano está em destaque no Macau Daily Times: “Criminalidade aumenta; crimes relacionados com seitas ‘sob controlo’”, lê-se na manchete.

 

Outros dois títulos em foco nesta edição: “Macau de fora dos Jogos Olímpicos” e “Grã-Bretanha com o maior número de medalhas de ouro nos últimos 100 anos”.

 

O Macau Business Daily destaca no título principal “cautela reina nas apostas das reservas fiscais” –  referência para o facto de o Governo optar por uma estratégia conservadora no invstimento das reservas financeiras. De acordo com os números revelados esta quinta-feira na Assembleia Legislativa pelo secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, o retorno do investimento cifrou-se em cerca de mil milhões de patacas, um valor considerado “baixo” pelos deputados.

 

Em destaque, nesta primeira página surge também a notícia de que o casino Greek Mythology vai perder 40 mesas de jogo, bem como 200 funcionários, já no próximo mês. Ambrose So, CEO da Sociedade de Jogos de Macau, justifica as medidas com o conflito que surgiu recentemente entre os accionistas do hotel New Century, que acolhe o casino.

 

Outra notícia do sector do jogo: “MGM China quer Taiwan”, destaca-se a propósito dos planos da operadora do jogo.

 

Noutro destaque o Macau Business Daily antecipa a ida, hoje, à Assembleia Legislativa por parte do Chefe do Executivo: Chui Sai On irá enfrentar questões sobre habitação e o Fundo de Segurança Social.

 

“Secretário para a Segurança diz que a falsificação de documentos está a aumentar”, informa o Macau Post Daily Independent na manchete. Acrescenta o jornal, sobre o balanço da criminalidade apresentado ontem por Cheong Kuok Va, que os “casamentos fictícios representam 25 por cento do total” dos casos de falsificação.

 

A outra notícia chamada à primeira página diz igualmente respeito ao crime: “Croupier e cúmplice assaltaram mulher por dinheiro para o Jogo”.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

Na manchete, o South China Morning Post diz que a mulher de Bo Xilai, ex-chefe do Partido Comunista de Chongqing, pôs veneno na boca do empresário britânico Neil Heywood. Revelação surgida no julgamento que começou e acabou ontem, na cidade de Hefei. O veredicto de Gu Kailai e do empregado da família de Bo Xilai, Zhang Xiaojun, será conhecido mais tarde, mas o tribunal não informou quando.

 

Outra notícia chamada à primeira do South China diz respeito ao apodrecimento das raízes de plantas em Hong Kong, uma praga que está a ser encoberta, alertam especialistas. Trata-se de uma doença incurável que não foi estancada e, pelo contrário, alastra-se ao património verde do território, incluindo às arvores tropicais banyan.

 

O jornal The Standard aponta o foco principal da edição de hoje ao julgamento de Gu Kailai e escreve, em letras garrafais, que o empresário britânico Neil Heywood foi “envenenado pela própria mão” da mulher de Bo Xilai.

 

Finalmente, o China Daily faz o título principal com o Índice de Preços no Consumidor na China, que aumentou 1,8% em Julho – a taxa mais baixa dos últimos 30 meses.

 

Noutra notícia, o jornal oficial chinês em língua inglesa destaca Fan Xiaojian, o homem que dirige a tarefa de reduzir a pobreza na China. Ao jornal, mostra-se confiante e socorre-se dos números para constatar o sucesso: na primeira década do século XXI, a China tirou da pobreza 7 milhões e 700 mil pessoas.

 

Espaço, ainda, para a chegada de Lin Dan a Pequim. O campeão olímpico de badminton em Londres aparece numa fotografia rodeado por adeptos munidos de câmaras, telefones e canetas para pedir um autógrafo ao atleta que é chamado de “centro das atenções”.