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Chui Sai On na AL: Marreiros propõe soluções para o trânsito
Quinta, 09/08/2012

Há que avançar com medidas para garantir a saúde dos cidadãos e pensar em novas formas de gerir o trânsito na cidade, defende Carlos Marreiros. Na véspera da ida de Chui Sai On à Assembleia Legislativa, a Rádio Macau perguntou ao arquitecto o que faria se estivesse aos comandos da RAEM.

 

Carlos Marreiros aponta o envelhecimento galopante da população para defender a necessidade de uma melhor assistência social e um sistema de saúde que dê resposta às necessidades. "O novo hospital ficará pronto, segundo o que sei, só em 2019. Até lá, tem de se melhorar os serviços do Centro Hospitalar Conde de São Januário e também dinamizar a rede de centros de saúde", aponta.

 

Outro aspecto que o arquitecto agarrava com rédeas curtas é a questão do trânsito, estacionamento e transportes públicos. "Tem havido grandes dificuldades dos locais em entenderem-se com os taxistas”, salienta. “Cada vez mais os locais preferem os transportes públicos porque os taxistas prestam um serviço inaceitavelmente mau.”

 

A procura crescente dos transportes públicos é acompanhada por um número cada vez maior de automóveis e de motociclos em circulação na cidade. Carlos Marreiros é do entendimento de que o que tem vindo a ser feito nesta matéria não chega e aponta o dedo à Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego. "O que se tem feito até aqui prova que a incompetência é gritante, e prova que não há nenhuma resolução estrutural e de fundo à vista. Tudo são soluções passageiras", considera.

 

O arquitecto recorda que há “uma lição básica que se aprende na escola que diz que dois corpos não podem ocupar simultaneamente o mesmo espaço”, pelo que "se os carros não conseguem circular nas vias existentes em Macau, há que fazê-los circular ou por cima da nossa cabeça ou por baixo dos nossos pés". Marreiros propõe que se vá buscar ao exterior técnicos com competência nesta área, para que se resolvam os problemas do trânsito.

 

O arquitecto foi um dos entrevistados da Rádio Macau, que tem estado ao longo desta emissão a ouvir pessoas de diferentes quadrantes sobre as prioridades que o Executivo deve ter em conta na governação do território.