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Operários: Académico questiona Lee Chong Cheng sobre Centro
Quinta, 09/08/2012

Um professor associado de Ciência Política na Universidade de Macau dirigiu uma carta ao presidente da Federação das Associações dos Operários, Lee Chong Cheng, pedindo mais esclarecimentos sobre o caso do Centro de Estudos do Desenvolvimento da Qualidade dos Cidadãos, sedeado no edifício do Ou Mun. Bill Chou, do Departamento de Estudos da Administração Pública e Governo da Universidade de Macau, tem o apoio individual de dirigentes da Associação Novo Macau e diz dar a cara por um grupo de activistas denominado “Consciência de Macau”.

 

De acordo com a missiva, Lee Chong Cheng, que também é deputado, é suspeito de abusar de fundos públicos porque, na qualidade de líder do Centro de Estudos do Desenvolvimento da Qualidade dos Cidadãos de Macau, paga mensalmente ao jornal Ou Mun 75 mil Patacas de renda pelo espaço que ocupa no edifício que pertence ao diário.

 

No ano passado, o Centro recebeu da Fundação Macau 10 milhões em subsídios, mas vai devolver 3 milhões e meio.

 

Sendo que o Governo cedeu o espaço e apoiou a construção da sede do Ou Mun, o eventual pagamento de uma renda iria contra o contrato de concessão. No entanto, de acordo com a Fundação Macau, o dinheiro foi destinado ao pagamento de despesas.

 

Bill Chou cita a imprensa para dizer que a maior parte do subsídio da Fundação Macau terá servido para a decoração e mobiliário do Centro. Mas, acrescenta, há também informações não confirmadas de que o local tem entre 6 mil e 10 mil metros quadrados, e inclui uma sala de audiovisuais e até centro de “fitness”.

 

Face à recusa de Lee Chong Cheng em mostrar o espaço, o professor questiona na carta porque é que o Centro precisa de tamanhas instalações, e pergunta mesmo se não terá havido desvio de parte do subsídio por parte do deputado ou de outros elementos da liderança da Federação das Associações dos Operários.

 

De acordo com Bill Chou,  “Lee Chong Cheng parece renitente em responder às questões e, supostamente, a Federação das Associações dos Operários deve obrigá-lo a ser responsável perante a população”. O activista lembra que a Federação inclui na liderança um membro do Conselho Executivo e quatro deputados, entre outras personalidades de Macau.