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Revista de imprensa de Macau e Hong Kong (terça-feira)
Terça, 07/08/2012

A aprovação da lei que impede menores de 21 anos de idade de entrarem e trabalharem nos casinos merece os principais destaques da imprensa de Macau em chinês, português e inglês. Nos jornais de Hong Kong, os temas dominantes são o julgamento da mulher de Bo Xilai e a vaga de bolinhas de plástico que estão a dar à costa na antiga colónia britânica, em consequência do tufão Vicente.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O jornal Va Kio dá hoje o maior destaque à lei aprovada ontem e que, a partir de Novembro, impede a entrada nos casinos a menores de 21 anos de idade. Sobre esta matéria, o jornal explica que dez deputados manifestaram a esperança de que o alcançe da lei seja estendido até outros locais de jogo além dos casinos.

 

Outros trabalhos da Assembleia Legislativa estão em destaque nesta edição: propostas sobre alterações às leis eleitorais e sobre a lei de apoio judiciário vão ser submetidas aos deputados para votação no plenário no final deste mês.

 

Outra notícia destaca um croupier e a mulher que burlaram um casino e foram detidos. Ambos confessaram o crime.

 

No Ou Mun, a conquista de medalhas dos atletas chineses continua em destaque: China arrecadou mais duas medalhas de ouro, escreve o jornal, que destaca, ainda, a proposta do Governo em elevar o montante da transferência de receitas do jogo para o Fundo de Segurança Social de 60 por cento para 75 por cento. Prevê-se que a dotação possa ultrapassar os quatro mil milhões de patacas.

 

Na primeira do Ou Mun está em foco, também, uma falha na electricidade do edifício Banco Luso Internacional, que deixou um restaurante com “graves prejuízos”.

 

Noutro título, informa-se que o Governo actualiza os subsídios de propinas e os subsídios de aquisição de manuais escolares.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

Esta manhã, a Ou Mun Tin Toi destaca uma operação levada a cabo pela Polícia Judiciária na última madrugada – fiscalização a centros de massagens na zona do NAPE resulta na detenção de cinco pessoas.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

“Francis Tam não exclui novos cheques”, lê-se na manchete do Jornal Tribuna de Macau (JTM). “Secretário para a Economia e Finanças diz que está a analisar o pedido” feito por várias associações.

 

Em foco, ilustrada com uma fotografia, ainda a notícia de que “Assembleia Legislativa aprovou nova lei” que deixa “Menores de 21 fora dos casinos a partir de Novembro”.

 

Na actualidade de Macau, o JTM destaca, também, o título: “Serviços de Saúde atentos a plástico flutuante no mar”.

 

A propósito da lei aprovada ontem pela Assembleia Legislativa, elevando a idade mínima para entrar nos casinos de 18 para 21 anos, o Hoje Macau escreve na manchete: “Mealheiros a salvo – Governo protege poupanças dos mais novos. Agora, só depois dos 21 anos é que entram no casino”.

 

Outro título em destaque: “Hospital das Ilhas traz cirurgias de transplante de rim para Macau”.

 

Na primeira do Hoje Macau surge em grande plano Pu Yi, o último imperador da China. O jornal promete “Uma aula de história: O último imperador, o primo que era fã do império e o alunoque conta tudo”.

 

Espaço, ainda, para mais dois títulos: “Radiocomunicaçõe – Menos taxas tiram 100 milhões ao Executivo” e “MGM desmente analista que lhe previu bancarrota”.

 

“Maioridade polémica” lê-se na manchete do Ponto Final a propósito da aprovação, pela Assembleia Legislativa, do aumento da idade de entrada nos casinos para os 21 anos. “Apesar das alterações que impuseram, são tantas as dúvidas que, no mesmo dia, os deputados começaram já a pedir uma revisão da lei.”

 

O outro título a dividir as atenções informa que “Governo quer aumento anual das pensões”. “O Executivo pretende actualizar todos os anos as pensões de velhice, ponderando a inflação e a situação económica.” Destaque para uma entrevista com Chan Pou Wan, a vice-presidente do Fundo de Segurança Social.

 

Outros títulos em destaque nesta edição: “Triângulo policial de combate ao crime – Operação ‘Trovão 12’ resultou este fim-de-semana na detenção de 280 suspeitos de actividades criminosas em Macau e Hong Kong”; e “Casinos dão mais – Governo quer aumentar receitas fiscais do jogo que vão para a Segurança Social”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

“Assembleia Legislativa aprova nova lei que proíbe menores de 21 anos de entrar nos casinos”, escreve o Macau Daily Times na manchete.

 

Na primeira deste jornal surge, ainda, em grande plano, Mara Castillo Fernandez. A representante da União Europeia para Macau e Hong Kong dá uma entrevista na hora da despedida do cargo e fala em dar “mais substância” às relações entre Bruxelas e Macau.

 

Ao lado da fotografia da diplomata, um título informando que “Francis Tam nega que vá haver um segundo cheque este ano”.

 

A lei aprovada ontem pelos deputado proibindo a entrada nos casinos a menores de 21 anos merece também o maior destaque no Macau Business Daily. A medida entra em vigor a 1 de Novembro, mas era esperada a 2 de Julho. “Não se sabe o motivo do atraso”, diz o jornal, que tem outro título em foco na primeira: “Fundo de segurança social é insustentável” – referência para uma proposta do Governo em duplicar o valor das contribuições para o fundo, algo que uma académica teme que não seja suficiente para o salvar da bancarrota.

 

Ainda em foco a notícia de que uma empresa japonesa que opera salas de jogo Pachinko está em conversações com concessionárias do jogo de Macau que possam estar interessadas numa licença de jogo nipónica.

 

Política também na primeira do Business Daily: Governo faz concessão na fórmula 2+2 da reforma política. Trata-se de uma concessão aos democratas, prometendo que a fórmula para eleger mais deputados pela via directa e indirecta pode sofrer alterações depois das eleições de 2013.

 

Finalmente, o Macau Post Daily Independent traz também na manchete a nova lei que eleva a idade mínima para entrar e trabalhar nos casinos de 18 para 21 anos. O jornal acrescenta que, a partir de 1 de Novembro, também os jogadores patológicos terão a entrada barrada nos casinos de Macau.

 

Outra notícia na primeira do Macau Post: mulher apanhada ao tentar adquirir residência através de um casamento fictício – suposto marido sofre da doença de Parkinson.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post escreve na manchete que a confissão de Gu Kailai pode salvar Bo Xilai. Referência para o julgamento da mulher do ex-chefe do Partido Comunista de Chongqing.

 

Alegadamente, Gu Kailai confessou o assassínio de um empresário inglês e ainda crimes económicos, mas na acusação surge apenas o homicídio. A ausência de crimes económicos, escreve o South China, pode indicar que as autoridades chinesas não pretendem acusar o marido Bo Xilai.

 

Na outra notícia a merecer grande destaque está a actualidade internacional. Bashar Al Assad atingido com deserção de primeiro-ministro. Duro golpe político para o regime sírio – líder do executivo exila-se na Jordânia e junta-se à oposição ao presidente Bashar al Assad.

 

Espaço ainda para os Jogos Olímpicos: o jornal fala numa “dança do dragão” a propósito da vitória, na meia-final feminina de ténis de mesa, por parte da equipa chinesa diante da equipa sul-coreana.

 

O jornal The Standard traz para a manchete ainda a vaga de bolinhas de plástico que estão a dar à costa em Hong Kong depois de terem sido despejadas de contentores de um barco durante a passagem do tufão Vicente. Agora são os pescadores que pedem compensações devido às bolinhas que aparecem nos peixes e que assustam os clientes.

 

Finalmente, o China Daily, o jornal oficial chinês de língua inglesa, escreve na manchete que “são infundadas as preocupações sobre o investimento directo estrangeiro” na China. Um analista diz ao jornal que o mercado chinês continua a ser atractivo para as empresas estrangeiras.

 

O outro tema em grande foco nesta edição é a missão bem sucedida da NASA, a agência espacial norte-americana, que ontem fez aterrar em Marte a sonda Curiosity, que vai à procura de vida no “planeta vermelho”.

 

O China Daily refere que o nome da sonda deve-se à imaginação da filha de emigrantes chineses nos Estados Unidos. Clara Ma, é o nome da rapariga, faz agora “parte desta história”, diz o jornal.