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Tufão Vicente: Deputados pedem mais acção ao Governo
Segunda, 06/08/2012

Macau tem de estar mais bem preparado para os tufões, consideram vários deputados à Assembleia Legislativa que hoje deixaram sugestões para que o Governo melhore a prevenção e a resposta às tempestades tropicais. Os trabalhadores dos casinos – que não fecham as portas mesmo quando estão içados os sinais mais elevados – foram também alvo da atenção de tribunos ligados ao sector laboral.

 

Em caso de tufão, há instruções definidas pela Administração em relação aos trabalhadores, mas estas não têm força de lei. Lam Heong Sang considera que têm vindo a ser prejudicados os direitos e interesses dos funcionários dos casinos e pretende, por isso, que o Executivo avance com nova legislação. “O Governo deve, através de um regime jurídico, definir claramente os procedimentos relativos à prestação de trabalho nos diferentes períodos de tempo em que estiver içado ou retirado o sinal número 8 de tufão, a fim de salvaguardar os legítimos direitos e a segurança de todos os trabalhadores”, sugeriu.

 

O deputado Lee Chong Cheng subscreve a ideia e denunciou que, em dias de tufão, os trabalhadores são obrigados a comparecer no emprego porque “têm medo de retaliações e de entrarem na lista negra que os casinos partilham”.

 

Já Chan Meng Kam está preocupado com os moradores e comerciantes do Porto Interior, zona afectada por inundações e que não ficou incólume à passagem do tufão Vicente. O deputado de Fujian está cansado de estudos, citou um plano que está a ser pensado há 13 anos, e pediu acção. “Será que o estudo vai continuar a desenvolver-se até 20 de Dezembro de 1949 e manter-se inalterado durante 50 anos?”, lançou.

 

À ironia de Chan Meng Kam sobre as obras no Porto Interior, seguiu-se a sugestão de Kou Hoi In, apresentada em nome dos deputados Ho Iat Seng, Cheang Chi Keong e Fong Chi Keong, e feita a pensar nos turistas que estão em Macau em dias de tempestade. Os visitantes ficam retidos e saem do território “insatisfeitos”.

 

“A insatisfação dos turistas, por um lado, demonstra que a informação de Macau está atrasada e, por outro, que a localização dos pontos de acesso ao serviço ‘wi-fi go’ não é adequada, afectando assim a imagem de Macau enquanto cidade turística.” Kou Hoi In é ainda do entendimento que chegou a hora de os Serviços de Meteorologia pensarem numa aplicação para os telemóveis que permita a residentes e turistas a obtenção de informação actualizada sobre tufões.

 

Os serviços liderados por Fong Soi Kun foram, de resto, muito criticados. Alguns deputados consideram que as previsões não foram feitas atempadamente, pelo que pedem mais e melhor trabalho. À Administração foi deixado outro pedido – Mak Soi Kun lamentou a destruição causada pelo Vicente no que diz respeito às árvores do território. “O desenvolvimento social e as calamidades naturais são os factores que mais contribuem para reduzir as árvores antigas, por isso faço aqui um apelo para que sejam reforçadas as acções de preservação e conservação”, declarou o deputado.

 

O tufão Vicente derrubou duas árvores centenárias, “património vivo” que Macau deixou de ter. Mak Soi Kun propôs a criação de um grupo de trabalho que tenha como missão exclusiva tratar das árvores do território e mostrou-se ainda preocupado com o estado em que se encontram os exemplares da antiga fábrica de panchões na Taipa. Para o deputado, além da necessidade de proteger a natureza, a preservação das árvores de Macau é também a manutenção da história, uma vez que, realçou, a diversidade existente resulta dos muitos povos e viajantes que por aqui passaram ao longo dos séculos.