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Um ano de novos autocarros com mais de 1000 acidentes
Quarta, 01/08/2012

Desde que entrou em vigor o actual serviço de transportes públicos, a 1 de Agosto de 2011, as autoridades registaram 1079 acidentes. Os dados, fornecidos à Rádio Macau pela Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), dizem respeito ao período entre Agosto do ano passado e Maio último, mas resultam de duas compilações diferentes: até Janeiro de 2012, a Polícia de Segurança Pública não fazia a recolha de este tipo de informações, pelo que os dados de 2011 foram disponibilizados pelas próprias operadoras.

 

Nos primeiros cinco meses deste ano, foram registados 595 acidentes. Em 335 casos, ou seja, em 56 por cento dos sinistros, a culpa foi atribuída aos motoristas do serviço público.

 

Nestes números cabem acidentes causados por motivos vários: houve problemas mecânicos, autocarros a baterem sozinhos e choques com outros veículos. A DSAT sublinha que é preciso melhorar o serviço, principalmente em aspectos como “a segurança, a frequência dos autocarros e a qualidade do equipamento”.

 

O processo de concessão dos serviços de transportes públicos à Reolian, TCM e Transmac foi conturbado desde o início, com uma empresa a ser excluída do concurso e depois readmitida. A seguir, vieram as queixas da Reolian, que dizia que o Governo não lhe dava condições para garantir as operações, ao não autorizar a contratação de motoristas ao exterior.

 

O novo plano de transportes arrancou com problemas e muitas críticas dos utentes, sobretudo em relação à Reolian, que esteve envolvida em alguns acidentes graves. Apesar do consórcio com participação francesa garantir que está a trabalhar para melhorar o serviço prestado, a operadora parece continuar a inspirar pouca confiança.

 

“Por norma, nos últimos anos, as duas empresas de autocarros funcionavam bem. Mas depois a Reolian veio para Macau e houve muitos acidentes. A qualidade dos condutores diminuiu. Agora as empresas de autocarros não são bem aceites pelas pessoas de Macau”, comentou um estudante à Rádio Macau, enquanto esperava por transporte numa paragem do centro da cidade. Para outra utente, além da segurança e da condução dos motoristas, os autocarros – independentemente da empresa – pecam por serem poucos e transportarem demasiados passageiros. “O serviço não é muito bom. Há muita gente aos empurrões”, constata.