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Reacções à morte de Manuel Gonçalves
Quarta, 01/08/2012

"O Manuel Maria morreu hoje de manhã, às 8h32. Fui a correr vê-lo, já o vi sem vida. Naturalmente que estou muito triste, quer por muitos anos de amizade, quer também por vários anos que trabalhámos juntos quando estava no Instituto Cultural (IC).” A declaração é de Carlos Marreiros, à Rádio Macau.

 

“Foi meu vice-presidente”, contextualiza o arquitecto, antigo presidente do IC. “Foram momentos que ele recordou há uma ou duas semanas, ainda com muita emoção. Dizia que eram os melhores momentos da vida dele”, refere. “Foi uma morte prematura, tinha muito a dar à RAEM.”

 

Carlos Marreiros destaca a inteligência e “grande capacidade de organização”. “Aliás, a especialidade dele era finanças e organização. Mas nem sempre concordei com ele”, diz. “Sei que há pessoas que acham que ele tinha um feitio às vezes um pouco sui generis, mas era um coração de ouro. Era um irmão, um grande amigo”, remata.

 

Luís Machado, presidente da Confraria da Gastronomia Macaense, conhecia Manuel Gonçalves desde a adolescência. Depois de fazerem o liceu em Macau, rumaram ambos a Portugal e regressaram, mais tarde, ao território. Luís Machado elege um momento importante da relação de amizade, que foi ainda um contributo para a comunidade macaense – o estabelecimento da Associação dos Antigos Alunos do Liceu de Macau.

 

"Foi uma associação que reuniu, de um momento para o outro, cerca de 200 antigos alunos. A participação foi extraordinária. O Manuel contribuiu imenso para que isso acontecesse da melhor forma”, refere. “Dessa associação saíram muitos elementos macaenses para direcções e chefias importantes, e mesmo para deputados à Assembleia Legislativa. Foi a génese de muitos jovens macaenses na vida política activa”, remata Luís Machado.