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Auditoria a Xangai: Serviços de Economia defendem-se
Segunda, 30/07/2012

Os Serviços de Economia, na resposta ao relatório do Comissariado de Auditoria, dão razão às falhas apontadas mas defendem-se com vários argumentos. Para começar, justificam que as despesas globais não incluíram os encargos com o Gabinete Preparatório para a Participação na Exposição Mundial de Xangai porque essa foi uma verba afecta à Direcção dos Serviços de Economia (DSE). Recorda-se que, por despacho do Chefe do Executivo, os encargos financeiros estavam inscritos no orçamento como verba afecta aos Serviços de Economia que suportaram as despesas anuais do Gabinete Preparatório, incluindo as despesas com o funcionamento e as duas instalações para as exposições.

 

Sobre os atrasos nos trabalhos de liquidação, o Gabinete Preparatório terá informado que alguns trabalhos poderiam não estar concluídos antes de 17 de Março de 2011, como era previsto. Na altura, o secretário para a Economia e Finanças decidiu, através de despacho, criar um grupo de trabalho composto por dois elementos do já extinto Gabinete Preparatório. Esse grupo de trabalho tinha como objectivo concluir, em colaboração com os Serviços de Finanças, os trabalhos de finanças.

 

No mesmo despacho determinava-se que seria aos Serviços de Economia que competia o seguimento de outros assuntos deixados pelo extinto Gabinete Preparatório que careciam de acompanhamento.

 

Apesar de reconhecer que as críticas da Auditoria têm fundamento, os Serviços de Economia não deixam de frisar que os atrasos tiveram que ver com o facto de estarem dependentes de Xangai, sobretudo no envio de materiais e no reembolso de despesas. Por isso, alegam, tiveram uma posição “passiva”.

 

Sobre o registo de bens móveis, diz-se agora que a diferença de cerca de 34 milhões tem que ver com factores como o processamento da declaração alfandegária na exportação dos equipamentos usados e recolhidos, na sequência da retirada da exposição e da demolição das instalações que necessitavam de voltar a Macau.