Em destaque

19 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.16 patacas e 1.12 dólares norte-americanos.

Auditoria critica gestão do Gabinete para Expo Xangai
Segunda, 30/07/2012

O Comissariado de Auditoria (CA) analisou os recursos investidos e os trabalhos desenvolvidos pelo Gabinete Preparatório para a Participação na Exposição Mundial de Xangai. O relatório do CA fala de gestão financeira deficiente, falta de relatórios e violação de um regulamento administrativo. 

 

No que se refere às estimativas das despesas de participação, o CA considera que foram calculadas de “forma pouco científica”. O relatório nota que foi entregue apenas um único documento e que tinha como base a participação de Macau na Expo de Lisboa em 1998. O CA sublinha que, nessa altura, já se sabia que Macau ia participar com dois pavilhões em Xangai e que ia organizar, além de outras actividades, uma Semana de Macau.

 

Ainda neste capítulo, o CA sublinha que o Gabinete Preparatório estimou as despesas necessárias ao projecto, mas “deixou de fora todas as despesas com a sua própria instalação e funcionamento”. 

 

O CA olhou ainda para os trabalhos de liquidação e considera que o Gabinete Preparatório também não foi capaz de fazer um balanço geral. A auditoria revela que, até ao último dia de funcionamento, o Gabinete Preparatório entregou apenas um relatório geral de actividades sobre a participação de Macau na exposição de 2010. Neste documento dava-se conta das despesas com os dois pavilhões até finais de Dezembro de 2010 mas, segundo o Comissariado de Auditoria, voltaram a não ser incluídas as despesas do funcionamento do Gabinete Preparatório, nem a totalidade das despesas do projecto. O CA diz, por isso, que “não se pode dizer que o mesmo fez um balanço sobre as despesas totais com a participação da RAEM na Expo de Xangai”. 

 

O relatório do CA explica ainda que, até ao dia em que foi extinto, o Gabinete Preparatório não encerrou a conta bancária do fundo permanente em Macau, o que obrigou à intervenção dos Serviços de Finanças que, não sendo o sujeito legal que tinha aberto a conta, teve de cumprir formalidades administrativas adicionais e demoradas.

 

O Gabinete Preparatório também não chegou a repor no cofre da região os fundos resultantes das vendas de materiais realizadas em finais de 2010 e em princípios de 2011, em Xangai.

 

O CA considera ainda que o Gabinete Preparatório não soube explicar a diferença de mais de 34 milhões de patacas entre o valor despendido com aquisição dos bens e o valor dos bens registados no inventário. “A ausência de documentos ou outros instrumentos comprovativos torna impossível comprovar se o inventário está ou não completo”, conclui o Comissariado de Auditoria.