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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (segunda-feira)
Segunda, 30/07/2012

Na imprensa em língua chinesa de Macau, estão em destaque o reforço de sete médicos portugueses nos Serviços de Saúde e o desempenho dos atletas chineses nos Jogos Olímpicos de Londres. Nos jornais de Macau em português e inglês, os temas são diversos: vão das críticas de Manuela António à falta de transparência nas Obras Públicas, às suspeitas que recaem sobre a Sands China, passando pelas queixas de estudantes de Macau em Taiwan, considerando que são vítimas de discriminação. Nos jornais que chegam de Hong Kong, continua a fazer eco a manifestação de ontem que levou milhares de pessoas a sair à rua contra a disciplina de Educação Nacional.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O jornal Va Kio destaca a confirmação, por parte do subdirector dos Serviços de Saúde, Chan Wai Sin, de que, neste momento, estão em Macau mais sete médicos portugueses de diversas especialidades (anatomia patológica, cardiologia, neurologia, pediatria, gastrenterologia, obstetrícia/ginecologia, medicina legal e oncologia. Os Serviços de Saúde têm o plano de contratar um total de 17 profissionais da saúde em Portugal, entre os quais 14 médicos. Ainda na área da saúde, o Va Kio destaca a garantia do subdirector de que as lacunas do regime de compensação do trabalho extraordinário dos trabalhadores clínicos vão ser resolvidas com a obrigação da apresentação de um relatório de trabalho no prazo de 48 horas depois da prestação do trabalho extradordinário.

O Va Kio destaca, ainda, o final do programa de passeios marítimos promovido pela Capitania dos Portos, aproveitando o defeso da pesca. Ao todo, cerca de duas mil pessoas participaram em 80 viagens.

 

No jornal Ou Mun, o maior destaque vai para a participação chinesa nos Jogos Olímpicos de Londres: Yang Sun conquistou, sábado, o ouro nos 400 metros livres masculinos, estabelecendo um novo recorde olímpico, e Wu Minxia e He Zi conquistaram, este domingo, o ouro nos saltos sincronizados para a água.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

Na manhã informativa do canal chinês da Rádio Macau, a Ou Mun Tin Toi, o destaque tem sido dado ao deputado Ng Kuok Cheong que quer um pedido de desculpas do Chefe do Executivo por não ter recebido petições de idosos durante a deslocação de Chui Sai On à zona do norte da cidade, uma exigência de Ng Kuok Cheong feita numa interpelação escrita ao Governo.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O maior destaque da edição de hoje do Jornal Tribuna de Macau vai para a entrevista à advogada portuguesa Manuela António. Na manchete, lê-se que Manuela António considera que, nas Obras Públicas, a “transparência é opaca”.

Noutros títulos desta primeira página, informa-se que “Steve Jacobs acusa Sands China de ter contratado mão-de-obra ilegal”, “Moradores contestam biblioteca em antiga estação dos correios junto do Mercado Vermelho”, “Sete médicos contratados em Portugal já chegaram ao território”, e “Ministro da Economia visita RAEM em Setembro por causa do Fórum”.

 

“Sands mista”, escreve o Hoje Macau na manchete da edição desta segunda-feira – “Companhia acusada de várias ilegalidades misturadas no mesmo caso”, explica o jornal, referindo que “a empresa de Sheldon Adelson é acusada de ter enviado documentos de Macau para os EUA sem permissão das autoridades da RAEM.” Destaque, ainda, para a denúncia do deputado Au Kam San de que “deficientes recusam casas sem condições e perdem direito à habitação”, e para especialistas garantindo que “investimento chinês no estrangeiro vai ter crescimento explosivo”.

 

Na primeira página do Ponto Final as atenções dividem-se entre dois temas a que é dado grande destaque: na manchete, “Laço continental”, alusão a uma “lição” de perito em defesa nacional a que assistiram 400 “decisores da RAEM”, entre os quais Chui Sai On e Edmund Ho, um evento que analistas consideram “reforçar os laços com Pequim”; a outra notícia com grande cobertura na primeira página diz respeito à manifestação de ontem em Hong Kong – “Marcha independente” –, na qual “pais e filhos protestaram contra a disciplina de Educação Nacional”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

Na manchete do Macau Daily Times lê-se que os estudantes de Macau nas universidades taiwanesas queixam-se de que são alvo de discriminação na ilha Formosa. Um grupo de jovens dirigiu-se ao Gabinete de Assuntos Culturais e Económicos de Taipé, aqui em Macau, para protestarem contra o que consideram “procedimentos de imigração discriminatórios”. Conta o jornal que os jovens tinham um encontro marcado com o director do gabinete mas, em vez disso, foram recebidos por um funcionário que lhes disse para acabarem com o “espectáculo”.

Outro título relacionado com educação nesta primeira página: o número de inscritos na universidade de Macau atingiu um novo recorde: 7654 estudantes. Nesta edição de segunda-feira do Macau Dily Times, destaque ainda para uma empresa de arquitectura, com sede em Las Vegas, que se estabeleceu em Macau, a “YWS”. Opera no território há apenas uns meses mas já tem projectos que vão desde “sushi-bars” até salas VIP. O Macau Daily Times tem ainda espaço para a notícia de que os “executivos de topo dos casinos reforçaram a segurança”.

 

O jogo tem direito ao maior destaque na edição de hoje do Macau Business Daily. Em 2015, os casinos projectados para o Cotai vão receber autorização para as mesas de jogo que pretendem, apesar do limite imposto pelo Governo, lê-se no título principal. Uma fonte do sector garante ao jornal que o Executivo de Macau vai conceder licenças para mesas de jogo de acordo com as necessidades das operadoras.

Ainda no universo do jogo, o Macau Business Daily dá destaque ao pedido da Associação Novo Macau para que seja levada a cabo uma investigação criminal a Leonel Alves – ainda em causa as suspeitas de que o advogado tenha agido como intermediário de alguém que terá pedido 300 milhões de dólares americanos para resolver os problemas da Sands China em Macau.

Noutros temas, o Macau Business Daily informa que os salários dos residentes de Macau caíram no segundo trimestre em comparação com há um ano – foi a primeira queda salarial desde 2008. No mesmo período, o desemprego aumentou de 2 por cento para 2,1 pontos percentuais.

 

No Macau Post Daily Independent domina a notícia de que há residentes preocupados com o facto de que o prédio que habitam, o edifício com 50 anos onde abriu há pouco a biblioteca “Mercado Vermelho”, não vá, afinal, ser alvo de requalificação. O prédio, situado entre a Avenida Ouvidor Arriaga e a Avenida do Almirante Lacerda, era para ser alvo de obras, mas agora os condóminos foram informados que esse plano foi adiado por, pelo menos, 5 anos. Os habitantes do edifício dizem ao jornal que o adiamento se deve à abertura da biblioteca na semana passada, a cargo do Instituto Cultural.

Na primeira do Macau Post Daily Independent espaço, ainda, para as afirmações de um magnata tailandês que pede a liberalização do jogo na Tailândia.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post dá o maior destaque ao protesto que, ontem, saiu para as ruas de Hong Kong contra a proposta de introduzir nas escolas do território a disciplina de Educação Nacional. Os organizadores da manifestação falam numa adesão de 90 mil pessoas ao protesto, enquanto que a Polícia refere a participação de 32 mil pessoas. A secretária-chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lem, disse que o Governo vai ouvir as opiniões dos manifestantes e tomar medidas, se tal for apropriado. No protesto os pais manifestaram o receio de que a disciplina seja transformada numa lavagem ao cérebro das crianças, e os professores descreveram a medida como uma interferência política de Pequim.

O South China Morning Post destaca ainda o lançamento, por parte do Governo Central, de um novo emblema nacional para a protecção das fronteiras e defesa costeira. Trata-se de uma “medida simbólica”, por ocasião do aniversário do Exército de Libertação Popular, mas entendida como algo mais do que isso, numa altura em que os conflitos territoriais no Mar do Sul da China continuam a marcar a actualidade regional.

 

O jornal The Standard dá também o maior destaque de hoje ao protesto de ontem em Hong Kong contra a intenção do Governo em criar a disciplina de Educação Nacional.

 

O China Daily, o jornal oficial chinês em língua inglesa, tem em foco o desenvolvimento bem sucedido de um novo motor que permitirá a exploração lunar por parte de cientistas chineses. Trata-se de um novo passo de gigante para o programa espacial da República Popular da China. Em grande foco nesta primeira página estão também as atletas chinesas que, ontem, conquistaram o ouro no salto sincronizado para a água – notícia ilustrada com uma fotografia das duas atletas em acção nos Jogos Olímpicos de Londres.