Em destaque

13 de Dezembro de 2017: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.5148 patacas e 1.1755 dólares norte-americanos.

Leis eleitorais: Deputados querem relatório sobre 2009
Segunda, 23/07/2012

A Assembleia Legislativa (AL) começou hoje a analisar as propostas sobre as leis eleitorais. Com um tufão à porta, a reunião foi rápida, mas serviu para se chegar a uma conclusão: o Governo tem de fornecer mais elementos aos deputados.

 

Chan Chak Mo, o presidente da segunda comissão permanente da AL, lembrou que foram feitas alterações às leis em 2008 e houve eleições em 2009. Os deputados consideram que é preciso fazer-se um balanço do que correu mal no último sufrágio para se evitar uma repetição dos erros. “Vamos pedir ao Governo um documento acerca do balanço que foi feito sobre o acto eleitoral do passado, para termos em conta nas próximas eleições.” Este documento, explica Chan Chak Mo, vai servir de referência para a análise aos articulados que agora estão em cima da mesa.

 

Na primeira reunião em sede de comissão ouviram-se questões que já tinham sido levantadas durante o plenário. A possibilidade de haver sufrágio directo e universal no futuro, e a hipótese de um dia o colégio eleitoral do Chefe do Executivo ser eleito por toda a população foram alguns dos assuntos debatidos, bem como os órgãos municipais.

 

Depois, no que toca ao sufrágio indirecto, houve quem tivesse querido saber o que se entende por “sector profissional” e a razão da divisão dos novos assentos entre os subsectores dos serviços sociais e educacionais e dos interesses culturais e desportivos. Estas questões terão ficado sem resposta, com a assessoria a destacar que se tratam de opções políticas – e não técnicas.

 

Desta comissão faz parte um dos três deputados defensores do sufrágio directo e universal. Ng Kuok Cheong não fez perguntas difíceis, garante Chan Chak Mo: “Este deputado foi muito suave, teve uma atitude muito ‘soft’ na nossa reunião de há bocado. Não houve qualquer problema. Talvez tenha que ver com o facto de ter falado no plenário”.

 

Os deputados têm amanhã nova reunião para continuarem a analisar as leis eleitorais para a Assembleia Legislativa e para o Chefe do Executivo. A sessão vai contar com a presença de representantes do Governo.