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Leonel Alves: pedir investigação ao CCAC seria “ridículo”
Sábado, 14/07/2012

Leonel Alves diz que é ridículo exigir de um cidadão inocente que recorra às autoridades para provar que não cometeu qualquer crime. É a resposta do advogado à proposta feita por Pereira Coutinho. O deputado sugeriu que Leonel Alves pedisse ao Comissariado contra a Corrupção (CCAC) que investigasse o caso veiculado pelo Wall Street Journal, que sugere que o advogado fez uma proposta a Steve Jacobs com bases pouco lícitas.

 

No programa Rádio Macau Entrevista, Leonel Alves diz que Pereira Coutinho pode fazer as perguntas que entender, mas defende que pedir uma investigação é subverter o sistema. “É ridículo exigir a um cidadão que não cometeu nenhuma ilegalidade, que nada fez, que vá às instâncias judiciárias ou parajudiciárias pedir uma investigação para a prova daquilo que é a sua inocência”, frisa. “É uma subversão do sistema. É uma violação dos direitos mais básicos dos direitos humanos. Não se enquadra dentro de um sistema humanista que pretendemos criar para Macau”.

 

Leonel Alves refere ainda que o assunto levantado pelo Wall Street Journal está arrumado. “O assunto nunca foi para mim problemático. Há curiosidades jornalísticas, há extrapolações indevidas, há histórias mal contadas, há intuitos orquestrados para denegrir não só a minha pessoa, mas também a minha cliente e, porventura, a atacar em termos políticos. E há pessoas que gostam de se aproveitar ou usam uma política de megafone dentro da arena política para afirmar determinadas ideias e obter aproveitamentos pessoais”, atira. 

 

O deputado destaca ainda que, ao longo da carreira, nunca se “serviu de meios pouco lícitos para atingir objectivos profissionais ou políticos”, e afasta que alguma vez tenha recorrido ao tráfico de influências. Leonel Alves salienta que “nunca sequer houve rumores” acerca do modo como age – algo que, sublinha, “outras pessoas da Assembleia Legislativa não podem dizer”. Leonel Alves não identificou esses deputados