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La Scala: Leonel Alves acredita na inocência de Joseph Lau
Sexta, 13/07/2012

Leonel Alves acredita na inocência de Joseph Lau. O milionário de Hong Kong, principal accionista do empreendimento La Scala, vai ser julgado em Setembro no âmbito do mega-escândalo Ao Man Long. Ao programa Rádio Macau Entrevista, Leonel Alves explicou as razões que o levaram a não defender o empresário da região vizinha – apesar de acreditar que o arguido não cometeu os crimes que lhe são imputados.

 

O advogado começou por esclarecer que nada teve que ver com a atribuição dos terrenos em frente ao Aeroporto Internacional de Macau. “É um processo em que eu e o meu escritório não tivemos qualquer tipo de participação. Não tratámos de um papel que seja, de uma palavra que seja relativamente ao processo de transmissão, ao processo de revisão do contrato de concessão e aos processos de promessa de compra e venda das fracções autónomas. Nada, absolutamente nada”, vincou.

 

A relação do advogado com Joseph Lau data de 2008, altura que Leonel Alves foi contactado para defender o empresário, ainda na fase de inquérito. É o facto de conhecer os “pormenores do processo” que o levam a dizer estar “convicto da inocência da pessoa em causa”.

 

O processo esteve parado até 2011 – “Até pensei que tivesse havido algum arquivamento”, afirma Alves – mas o empresário de Hong Kong acabou por ser notificado da acusação. O escritório do advogado ainda requereu a abertura da instrução e participou no debate instrutório, “na convicção de que poderia haver um termo favorável”, o que não aconteceu.

 

Seguiu-se a fase da contestação e, entretanto, surgiu o acórdão do Tribunal de Última Instância relativo ao antigo secretário para os Transportes e Obras Públicas, que agravou a pena de prisão de Ao Man Long para um total de 29 anos. “Também surgiu a pretensão de revogação dos despachos que autorizaram a transmissão ocorrida em 2005, em cujo processo não tive qualquer intervenção”, reforça Leonel Alves.  

 

Porque “o caso mudou de feição” e passou a ter uma dimensão mediática, o advogado decidiu que não reunia as melhores condições para defender Joseph Lau. “Perante esse mediatismo, achei por bem reflectir melhor e ver se tinha disponibilidade total – porque este tipo de intervenção exigiria uma disponibilidade total de um profissional –, e cheguei à conclusão de que não reúno estas condições.” Recorde-se que o milionário de Hong Kong é acusado de ter subornado Ao Man Long em 20 milhões de patacas.

 

Leonel Alves em entrevista exclusiva à Rádio Macau. Para ouvir sábado ao meio-dia.