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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Sexta-feira)
Sexta, 13/07/2012

Os jornais de Macau voltam a trazer para a primeira página os autocarros públicos. O Governo vai hoje à Assembleia Legislativa explicar processo de aumento dos subsídios e da qualidade dos serviços. Os diários de língua inglesa de Hong Kong destacam mais um escândalo a abalar o novo Governo: a detenção de Mak Chai-kwong. O secretário para o Desenvolvimento já se demitiu, depois de ser detido e acusado de apropriação indevida de dinheiros públicos.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio revela que mais uma vez o plano de melhoria da Reolian não preenche os requisitos e que o Governo dá novo prazo à operadora, - o final do mês -, para rever o plano. Ainda sobre as operadoras de autocarros, o jornal dá ênfase à deslocação de responsáveis dos Serviços para os Assuntos de Tráfego hoje à Assembleia, onde vão esclarecer a subida de 23 por cento dos subsídios e também explicar o plano para o melhoramento daqueles serviços. O matutino também escreve que “há falta de exigências de qualidade e de segurança” no contrato do Governo com as operadoras de autocarros. 

 

O Ou Mun traz também em grande plano os autocarros públicos. O diário destaca que a TCM quer iniciar as rotas com autocarros a gás natural; a empresa tem 20 autocarros parados, no valor de 18 milhões, desde o final do ano, e continua à espera da autorização. Noutro título, o hotel New Century; de acordo com a polícia, 16 quartos podem ter sido ocupados de forma ilegal, durante meio mês. Chamada de primeira página neste jornal para a demolição de uma construção ilegal no terraço do Edifício Si Hou, que fica na Estrada de Coelho do Amaral. As obras públicas também pediram aos Serviços de Saúde uma inspecção a um outro edifício, o Kong Fok Cheong.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

Nesta manhã informativa, a Ou Mun Tin Toi diz que seis propostas foram apresentadas para as instalações electromecânicas com vista à construção das passagens inferiores para peões na Praça de Lótus e na Praceta de Miramar.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

Vamos começar a ronda pelo Macau Daily Times que destaca que os “arquitectos fazem um balanço negativo” da Habitação pública de Seac Pai Van  - a arquitecta Maria José de Freitas afirma que “nada na construção protege o ambiente”. O diário traz uma novidade cultural em destaque fotográfico, o corredor de moda que abriu portas em São Lázaro, na semana passada.

 

O Macau Post escreve na manchete que “Sands pediu ao Governo adiamento do prazo para a parcela 3”.  O prazo termina em Abril de 2013 e a operadora quer mais tempo para construir o novo casino no Cotai. Noutro título, o hotel New Century: seguranças, com a ajuda de agentes policiais, invadiram 16 quartos, que apesar de estarem ocupados, não havia registos de entrada.

 

O Business Daily diz, nas grandes, que “clientes querem mais produtos em Yuan nos bancos para poupança”. A associação das Ciências Económicas observa que, assim, as pessoas não podem aproveitar a tendência de valorização do yuan, face à pataca. Em chamada de primeira página, a Associação Novo Macau que exige que as associações com fundos públicos apresentem as contas, ao abrigo de uma lei do tempo da Administração Portuguesa. Noutra chamada de capa, o jornal escreve que “tendência de controlo preocupa investidores” - os investidores receiam impacto da política do Governo Central no sector do jogo de Macau e têm procurado informações.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Ponto Final escreve em manchete “Batota high tech”: “câmaras minúsculas, aparelhos escondidos que mudam a ‘mão’, sistemas sofisticados de leitura das cartas. A alta tecnologia chegou aos casinos e desafia a imaginação de fiscais e polícias”. Destaque de primeira página para o EV-71, um “vírus de duas caras”.

 

No Jornal Tribuna de Macau, a notícia de que a Autoridade para Aviação Civil está do lado da companhia de bandeira do território: “Monopólio da Air Macau não ‘corta’ asas”. Na chamada de primeira página, com fotografia, “vida de engraxador no Largo do Senado”.

 

O Hoje Macau olha para os aumentos nos preços das rendas das casas, para dizer que “os reformados enfrentam subidas acima dos 100 por cento”. “Uma lei que tudo permite”, afirma o jornal. Ainda na primeira página, a polémica que envolve Fundação Macau e Ou Mun; os democratas falam em 120 mil patacas de “despesas” e no título lê-se “centro paga e paga bem para estar no prédio do jornal Ou Mun”.

 

Hoje é sexta-feira, dia de publicação de O Clarim, que escreve em manchete “Grande Cruz” – “Vaticano excomungou novo bispo de Harbin, associação patriótica ‘prende’ bispo de Xangai”. Referência ainda para uma entrevista a Pereira Coutinho sobre a “conjuntura de Macau” – diz o deputado que “os empresários governam”.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

A manchete do South China Morning Post é “ministro detido pela Comissão Independente contra a Corrupção demite-se”; o jornal sublinha que o Governo de Leung é abalado por um novo escândalo, com a detenção de Mak Chai-kwong e da sua esposa. O secretário para o Desenvolvimento é acusado de se ter apropriado indevidamente de dinheiros públicos. Noutro título, o diário foca uma investigação do Governo à morte do dissidente Li Wang-yang, que confirma a tese do suicídio.

 

O Standard traz também para primeiro plano também a detenção de Mak Chai-kwong. O jornal escreve “Comissão Independente contra a Corrupção deteve Mak e Governo abala”.  

 

O China Daily coloca em grande plano as principais conclusões de um inquérito sobre depressão. Os resultados revelam que há preocupação com a doença, sendo que a maioria acredita que podem vir a ser uma vítima, embora muitos estejam relutantes em procurar ajuda. Na fotografia, o aperto de mão de Hillary Clinton e Yang Jiechi; o momento do ministro chinês dos negócios estrangeiros e da secretária de Estado norte-americana, antes das negociações, em Phnom Penh.