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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Quinta-feira)
Quinta, 12/07/2012

Os jornais de Macau reservam grande parte das primeiras páginas à decisão do Governo de adiar aumento dos subsídios às operadoras dos autocarros públicos. Os diários de língua inglesa de Hong Kong focam novamente a questão da disputa no Mar do Sul da China; e ainda Lam Woon-kwong, o membro do Conselho Executivo que está a ser acusado pela sociedade civil de estar numa situação de conflito de interesses.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio diz que o Governo “exige às três operadoras de autocarros” a publicação das suas contas. Ainda sobre o serviço público de autocarros, o jornal destaca a suspensão dos procedimentos administrativos para a actualização das tarifas em 23 por cento. Na capa do matutino também há espaço para o Regime Geral do Apoio Judiciário, que está a ser discutido na Assembleia Legislativa; há divergências entre os deputados e, na próxima terça-feira, a 2ª Comissão Permanente irá pedir esclarecimentos ao Governo.

 

O jornal Ou Mun traz também em grande plano os autocarros públicos. Lê-se na manchete “travagem na subida das tarifas dos autocarros”. Com vista à actualização do preço pago pelo Governo, as três operadoras têm primeiro de melhorar os serviços. A este jornal, as duas operadoras mais antigas – a Transmac e a TCM –, garantem que os seus serviços estão de acordo com as exigências do Governo.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

Nesta manhã informativa, a Ou Mun Tin Toi diz que a as obras públicas receberam 14 propostas para a construção da última fase da ponte pedonal em Seac Pai Van.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Macau Daily Times faz manchete com “Matzu – uma nova ficha, na velha mesa de jogo”. O diário faz uma previsão da dinâmica que o primeiro casino de Taiwan vai criar na região. Noutro título, o director da Polícia Judiciária que revela que um terço dos novos recrutas integrará o departamento de combate aos crimes de jogo.

 

Wong Sio Chak está igualmente na primeira página do Macau Post. Mas este jornal destaca outra questão, a garantia do director da PJ de que “não há evidência do aumento da violência entre gangues”. Wong Sio Chak sublinha que “ataque a um chefe de promotores de jogo foi um incidente isolado”.

 

O Business Daily destaca que o “aumento do subsídio para autocarros em paragem temporária”. O económico foca a decisão do Governo de suspender o aumento das tarifas às operadoras de autocarros, pelo menos até que estas melhorem efectivamente os seus serviços. Em chamada de primeira página, as despesas públicas; o matutino diz que o desenvolvimento do novo campus na Ilha da Montanha é a principal razão para o crescimento significativo na execução dos planos de investimento público, no mês passado, altura em que a Administração investiu, de forma faseada, 1,5 mil milhões de patacas.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Jornal Tribuna de Macau diz na manchete que Sands “supera contrapartida do Governo”. A operadora pediu autorização para contratar 2.500 não residentes, com a abertura do Sands Cotai Central, mas para o poder fazer teria de empregar 3.100 locais. A empresa acabou por contratar 3.700 residentes. Na fotografia, a Escola Portuguesa de Macau que “volta a superar médias nacionais”.  

 

O Ponto Final escreve “crime volta a assustar”. A criminalidade violenta aumentou, nomeadamente ao nível dos homicídios, aponta o diário. O director da Polícia Judiciária alerta para uma “situação preocupante” em 2013, com uma criminalidade “cada vez mais organizada e complexa” e com “novos modus operandi” à volta dos casinos. O destaque fotográfico vai para os autocarros públicos: “travão a fundo”, Governo trava aumento dos subsídios em 23 por cento.

 

O Hoje Macau coloca também em grande plano a suspensão da subida das tarifas dos autocarros em 23 por cento. Lê-se “Executivo em marcha atrás”; adiamento “sem nova data de efectivação”. Ainda uma chamada de primeira página para Chan Meng Kam, que ataca as empresas de transporte e telecomunicações. O deputado refere que a “inflação não pode ser suportada pelo Governo”. Noutro destaque, as pinturas que são “mais reais do que fotografias”. O jornal preenche as centrais com trabalhos da corrente hiper-realista.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post diz que “proposta inédita”, saída da reunião da Associação das Nações do Sudeste Asiático, dá “vitória diplomática à China”, na disputa do Mar do Sul da China. O diário sublinha que a proposta “não inclui novas medidas coercivas”. Ainda em destaque neste matutino Lam Woon-kwong. O membro do Conselho Executivo vai deixar funções na Comissão da Igualdade de Oportunidades só em Janeiro. O jornal lembra que, há duas semanas, que Lam está sobre fogo, depois de ter sido escolhido para convocar as reuniões no Conselho Executivo e, mesmo assim, ter decidido manter o cargo na Comissão da Igualdade de Oportunidades, situação que tem levantado interrogações sobre um possível conflito de interesses. Chamada de primeira página neste matutino para uma história que está a marcar o Japão: a morte de um bebé panda, que levou o director do jardim zoológico às lágrimas; tristeza uma semana depois do nascimento do panda ter entusiasmado todo o país.

 

O China Daily destaca o primeiro bebé-proveta da China, que pode ajudar a irmã doente; “células estaminais vão lutar contra a rara doença no sangue” e discussão ética está ao rubro. O jornal também foca a contenda no Mar do Sul da China. A China deixa recado: “Japão tem de respeitar a soberania” chinesa nas ilhas Diaoyu.

 

Por último, o Standard, a trazer para primeiro plano também Lam Woon–kwong. O homem responsável por convocar as reuniões do Conselho Executivo decidiu manter as funções na Comissão da Igualdade de Oportunidades. No título lê-se: “eu vou usar dois chapéus”. Lam vai permanecer na Comissão até ao termo do mandato, no final de Janeiro.